“O IOR está em um momento crucial, a espera da decisão de Francisco”, diz seu presidente Ernst von Freyberg

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Por: Caroline | 19 Fevereiro 2014

Na véspera da publicação de um relatório decisivo sobre o banco do Vaticano, seu presidente advertiu não saber se o Pontífice decidirá manter aberta a questionada entidade, ou se irá preferir fechá-la.

Ernst von Freyberg (foto),presidente do Instituto das Obras de Religião (IOR), o polêmico banco do Vaticano, sabe que é chegado o momento da verdade: “Estamos em um momento crucial, a espera de uma decisão do Santo Padre”, disse ele ao jornal argentino La Nación, em uma entrevista exclusiva em seu escritório na torre de Nicolás V no Vaticano, que em outra época abrigava uma prisão.

 

Alemão, com 55 anos, nascido em família aristocrática, Von Freyberg foi designado há um ano, por Bento XVI para estar à frente do IOR, banco fundado em 1942, marcado por um histórico de escândalos e que atualmente é foco de olhares atentos, em decorrência dos casos de lavagem de dinheiro e outras operações obscuras.

Quando assumiu, Von Freyberg iniciou um processo de reforma, com a adaptação das normas internacionais e transparência, que incluiu a, até então inédita, publicação de seus balanços no último dia 1º de outubro. Além de implementar procedimentos rigorosos contra a lavagem de dinheiro e contratar uma empresa internacional especializada em lavagem de dinheiro, também realizou uma avaliação abrangente de 12.000 das suas 19.000 contas.

“Não encontramos violações sistemáticas da lei, mas sim algumas ovelhas negras”, revelou Von Freyberg. Na véspera da decisão principal de Francisco, o diretor admitiu não saber o que irá acontecer com o “banco do Papa”. E não excluiu a hipótese de que ele possa ser fechado.

A entrevista é de Elisabetta Piqué, publicada por La Nacion, 16-02-2014. A tradução é do Cepat.

Eis a entrevista.

A comissão pontifícia da IOR, presidida pelo cardeal Raffaele Farina e criada por Francisco, encerrou seu trabalho... Chegaram também os cardeais do G-8 para novas reuniões a partir de amanhã com o Papa. A hora da verdade se aproxima...

Sim, estamos em um momento crucial. A comissão do IOR irá entregar seu relatório nos próximos dias, assim como a comissão sobre assuntos econômicos e, posteriormente, o Santo Padre irá decidir o que fazer. Estamos à espera.

Acredita que é possível que o IOR feche?

Não sei. Não posso fazer especulações sobre o que o Santo Padre decidirá. Realmente não sei...

Há um ano Bento XVI anunciou sua renuncia e um de seus últimos atos foi sua designação à frente do IOR. Como avalia isso? Para o senhor, o que significou a chegada de Francisco?

Como todos os católicos, me senti muito emocionado com a renúncia de Bento XVI. Contudo trabalhar com Francisco é fantástico, afinal ele está estimulando as reformas. Todo meu trabalho dos últimos meses foi para fazer uma profunda reforma do IOR, junto ao conselho da superintendência, com a comissão de cardeais e com a nova gerência. E é muito bom trabalhar em um ambiente onde sabe-se que pode contar com o apoio total do chefe de Estado.

Qual é a situação de dom Salvatore Battista Ricca, designado “prelado ad ínterim do IOR” e que já foi acusado de um passado controverso?

Ele tem um papel muito importante como canal de comunicação entre a Santa Sé, suas intenções, e as intenções do IOR, e vice-versa. O trabalho de dom Ricca tem sido muito importante e somos muito agradecidos a ele.

Como lhe parece o escândalo que explodiu em junho do ano passado com a prisão de Nunzio Scarano, ex-funcionário da Administração do Patrimônio da Sede Apostólica, acusado de corrupção, fraude e calúnia? Logo após rolaram as cabeças do então diretor do IOR, Paolo Cipriani, e seu vice, Massimo Tulli...

O caso de Scarano segue em aberto, colaboramos com as autoridades do Vaticano e, como se trata de uma investigação em andamento, prefiro não fazer comentários.

Com certeza o senhor leu a exortação apostólica “Evangelii Gaudium”, um documento programático do Papa que tem sido muito criticado nos Estados Unidos por setores conservadores, que tem taxado Francisco de “marxista”. O que o senhor pensa?

Para mim se trata de um documento muito inspirador e realmente não vejo absolutamente nada pelo que o Papa possa ter sido criticado pela extrema direita. Acredito que é besteira dizer que o Papa é marxista, acredito que o Santo Padre tem a experiência de sistemas econômicos muito injustos e, dessa realidade, tirou suas conclusões.

Também fizeram críticas ao Papa, inclusive a partir da própria cúria, questionando como poderia falar de pobreza e, logo em seguida, contratar consultoras internacionais que são o símbolo do capitalismo, para controlar as finanças do Vaticano. O que o senhor pensa?

No IOR uma das mudanças feitas por nós foi a constituição de um grupos de especialistas de primeira classe, de excelente reputação, os melhores, para ajudar a Santa Sé. A Santa Sé precisa estar no mais alto nível internacional.

Além desse processo de reforma que está sendo empreendido, acredita que é possível ao final de tudo, limpar essa imagem obscura que, bem ou mal, como um fantasma, segue sobre o IOR?

O passado é o que é. Hoje espero que nossa imagem seja a de uma instituição que, antes de tudo, respeita a lei, que trata seus clientes de maneira justa e que coopera ativamente com as autoridades que perseguem os crimes financeiros. Acredito que o novo IOR, reformado pelo papa Francisco, já tem outra imagem, diferente da do passado do IOR, uma imagem positiva.

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