A revista jesuíta America resolveu banir de suas páginas os termos “conservador” e “progressista”

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Por: André | 05 Julho 2013

Geralmente ela mesma qualificada de “progressista”, verdadeiro símbolo do catolicismo “de esquerda” nos Estados Unidos, a revista jesuíta America lança uma grande revolução interna ao decidir não mais classificar os católicos de “progressistas” e “conservadores”. Uma mudança explicada pelo novo redator-chefe da revista, Matt Malone, que publica um verdadeiro manifesto desse novo posicionamento no sítio da revista mais que centenária, explicando especialmente que a sociedade está “enferma desse veneno que é a ideologia partidária”.

 
Fonte: http://bit.ly/11WkoV4  

A reportagem é de Aymeric Christensen e publicada no sítio da revista francesa La Vie, 02-07-2013. A tradução é do Cepat.

“Quando consideramos a Igreja em função de categorias políticas essencialmente laicas, então essa não é mais verdadeiramente a Igreja, não é mais uma comunhão, mas um agregado de facções. A consequência disso é que os termos e o teor das conversas eclesiais tornam-se cada vez mais difíceis de se distinguir daqueles do mundo que nos rodeia. Para o que nos diz particularmente respeito, as mídias católicas tornam-se o equivalente religioso dos canais de TV paga: cada um tem seus programas favoritos, e a maior parte do tempo assistimos aqueles que satisfazem melhor as nossas opiniões preexistentes.”

A partir desta constatação, o jesuíta Matt Malone lembra, especialmente, uma passagem da Carta de São Paulo aos Gálatas (3, 28): “Não mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e homem livre, entre homem e mulher, pois todos vocês são um só em Jesus Cristo”, e explica que é em virtude deste princípio que a revista vai proibir de agora em diante em suas páginas todos os qualificativos com os quais enfarpelamos muitas vezes os crentes, segundo sua sensibilidade.

Ele explica esta escolha pela vontade de “superar” as dificuldades postas, segundo ele, pelo “espírito de facções”: “Não há fiéis católicos – quer sejam ‘progressistas’, ‘conservadores’, ‘moderados’, homens, mulheres, homossexuais, heterossexuais, jovens, idosos, religiosos, leigos, americanos ou não –, cuja voz não seja bem-vinda na America. E, além disso, nenhuma parte da Igreja em que America não se sinta em casa. A ideia vigente segundo a qual os católicos não são capazes de trabalhar juntos, rezar juntos ou refletir juntos, sob o pretexto de que não partilham da mesma filosofia, não votam da mesma maneira, não se vestem iguais ou têm gostos litúrgicos diferentes, não encontra seu lugar no corpo de Cristo. O espírito partidarista é assunto de políticos, não da vida sacramental”.

Matt Malone justifica, enfim, a escolha da America pela radicalidade à qual os crentes são chamados, que ultrapassa de longe questões de sensibilidade política: “A doutrina social da Igreja não é a do Partido Republicano, com um pouco mais de justiça econômica, nem do Partido Democrata, sem o direito ao aborto. Assim como não é uma mistura dos dois. A doutrina social da Igreja é muito mais radical que as nossas políticas laicas, precisamente porque ela se inspira no evangelho, que é um apelo radical para nos tornarmos discípulos ou revolucionários contrários a qualquer noção humana de poder”.

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