Voto nulo impõe a Evo sua primeira derrota

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18 Outubro 2011

O grande número de votos brancos e nulos nas eleições judiciais de domingo acendeu um sinal de alerta para o presidente da Bolívia, Evo Morales, que enfrenta o momento de maior turbulência desde que assumiu o governo, em 2006. Essa foi a primeira derrota de Morales nas urnas em sete votações nacionais desde 2005.

A reportagem é de Fabio Murakawa e publicada pelo jornal Valor, 18-10-2011.

Anteontem, 5,2 milhões dos 10 milhões de bolivianos foram convocados a votar para escolher juízes do Supremo Tribunal, do Tribunal Constitucional, do Tribunal Agroambiental e do Conselho da Magistratura. Mas, apesar do índice de comparecimento de 80%, considerado alto, os votos brancos e nulos ficaram acima dos 60%, após uma ampla campanha da oposição pelo voto de protesto.

Segundo uma pesquisa do instituto Ipsos, divulgada ontem, 45,7% dos bolivianos anularam seu voto. Outros 16,7% votaram em branco. Os votos válidos somariam apenas 37,6%. O jornal Página Siete, citando dados de quatro votações anteriores, desde 2008, afirmou que a média de votos nulos foi de 3,8%.

"Com esse resultado, o governo tem que levar em conta que há uma insatisfação geral com a maneira com que ele encara a democracia", disse ao Valor Iván Velásquez, coordenador da Fundação Konrad Adenauer na Bolívia.

As eleições judiciais foram instituídas por Morales para que a população pudesse escolher diretamente os magistrados do país. Mas a escolha dos candidatos foi feita pelo Congresso, onde o MAS, partido de Morales, tem ampla maioria. "Nas entrevistas à TV, as pessoas reclamavam muito de que não havia sido respeitada a meritocracia. Muitos profissionais com história no sistema judicial ficaram de fora para dar lugar a candidatos alinhados ao MAS", disse Velásquez.

Para Roberto Laserna, presidente da Fundação Milenio, o resultado reflete o momento delicado pelo qual passa o governo Morales. "Há muito tempo, esse governo vem sentindo uma perda da capacidade de executar suas políticas."

Para os analistas, episódios como o "gasolinazo" (protesto que se seguiu à decisão de Morales de elevar o preço da gasolina) e o conflito sobre a estrada que cruza a área indígena do Tipnis (com financiamento brasileiro) ajudaram a minar a popularidade do governo.

Mas Laserna e Velásquez concordam em que não há uma ameaça iminente de queda do governo. "Não creio que a continuidade do governo esteja em dúvida", disse Laserna.

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