Arcebispo anglicano de Canterbury pode renunciar no ano que vem, diz jornal britânico

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14 Setembro 2011

O arcebispo de Canterbury está planejando renunciar no ano que vem, quase uma década antes do tempo previsto.

A reportagem é de Jonathan Wynne-Jones, publicada no sítio do jornal The Telegraph, 10-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Comenta-se que Rowan Williams disse a amigos que está pronto para abandonar o cargo mais alto da Igreja da Inglaterra para dar continuidade à sua vida acadêmica.

A notícia vai desencadear intensas conspirações de bastidores sobre quem deveria suceder o arcebispo de 61 anos, que é obrigado a renunciar apenas depois dos 70 anos.

Privadamente, os bispos têm defendido que Williams renuncie, como Dom Richard Chartres, bispo de Londres, que disse ao clero que, depois de 10 anos no cargo, ele deveria dar uma chance para outras pessoas.

O Palácio de Lambeth, informa-se, não confirmou nem negou se o arcebispo vai renunciar no ano que vem. Um porta-voz apenas disse: "Nunca comentaríamos sobre esse assunto".

Fontes próximas ao arcebispo dizem que ele vai sair depois do Jubileu de Diamante da Rainha em junho do ano que vem e depois de ver a Igreja finalmente aprovar a legislação que permite que as mulheres se tornem bispas.

Entende-se que o Trinity College, de Cambridge, está se preparando para criar uma cátedra para Williams, que estudou teologia e foi capelão da universidade.

Depois de presidir um dos períodos mais turbulentos da história da Igreja, o arcebispo disse a amigos que ele gostaria de dar ao seu sucessor o tempo adequado para se preparar para a próxima Conferência de Lambeth – a cúpula dos bispos anglicanos que é realizada uma vez a cada década.

O arcebispo também teria dito que já havia pensado em renunciar depois da última conferência, em 2008, que foi repleta de boicotes e divisões em torno do clero homossexual e de desafios à autoridade do arcebispo de Canterbury.

Um amigo de Williams disse que ele continuou como arcebispo porque estava determinado a guiar a Igreja ao longo de alguns dos seus momentos mais desafiadores, inclusive a aprovação de reformas históricas para criar mulheres bispas.

"Rowan não é um derrotista e nunca desistiu de manter a Comunhão [Anglicana] unida, apesar da infinidade de boatos de cisma", disse.

"No entanto, ele me disse sentir que a pessoa que assumir depois dele precisa de muito tempo para se adaptar antes da próxima Conferência de Lambeth".

Outra fonte importante também disse que Williams planeja participar do Jubileu de Diamante da Rainha no ano que vem, mas irá anunciar a sua renúncia logo depois.

Isso poderia permitir que John Sentamu, o arcebispo de York, o suceda interinamente no cargo, já que o clérigo nascido em Uganda é um ano mais velho do que o arcebispo de Canterbury.

Dom Chartres disse ao clero que essa medida poderia ser benéfica para a Igreja, embora o bispo de Londres também seria um dos principais concorrentes.

"Richard tem dito que é hora de Rowan renunciar para que Sentamu possa assumir, mas não podemos esquecer que ele tem a mesma idade de Sentamu. Ele teria uma chance muito boa de se tornar arcebispo dada a sua ligação com a família real, mas o único problema é a sua oposição à ordenação feminina".

O ano que vem irá marcar o 10º aniversário da promoção de Williams a Canterbury, o que representaria um período no cargo semelhante ao de seu antecessor, Lord Carey of Clifton.

Seu reinado tem sido marcado por amargas divisões acerca do clero gay e das mulheres bispas que fizeram com que ele tivesse que lutar para evitar que a Igreja se dividisse, particularmente depois da oferta da Igreja Católica Romana de aceitar anglicanos desiludidos.

Durante o ano passado, no entanto, ele ficou menos preocupado com as disputas eclesiásticas internas e se pronunciou cada vez mais abertamente sobre questões políticas, opondo-se aos planos do governo de vender as florestas públicas e atacando as reformas da educação e do bem-estar da Coalizão.

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