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06 Agosto 2021

 

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de João 6,41-51, que corresponde ao 19º domingo do Tempo Comum, ciclo B, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

 

Eis o texto.

Quantas vezes já o ouvimos: «O que verdadeiramente importa é saber viver». E, no entanto, não nos é nada fácil explicar o que realmente é «saber viver». Frequentemente, a nossa vida é demasiado rotineira e monótona. De cor cinzenta.

Mas há alturas em que a nossa existência se torna feliz, se transfigura, ainda de forma fugaz. Momentos em que o amor, a ternura, a convivência, a solidariedade, o trabalho criativo ou a festa adquirem uma intensidade diferente. Sentimo-nos viver. Do fundo do nosso ser dizemos a nós mesmos: «Isto é vida».

O Evangelho de hoje recorda-nos algumas palavras de Jesus que nos podem deixar um pouco perplexos: «Garanto-vos: aquele que acredita tem vida eterna». O termo «vida eterna» não significa simplesmente uma vida de duração ilimitada após a morte.

Trata-se, acima de tudo, de uma vida de profundidade e qualidade novas, uma vida que pertence ao mundo definitivo. Uma vida que não pode ser destruída por um bacilo, nem ficar truncada no cruzamento de qualquer estrada. Uma vida plena que vai para lá de nós mesmos, porque já é uma participação na própria vida de Deus.

A tarefa mais apaixonante que temos todos diante de nós é a de sermos cada dia mais humanos, e nós cristãos acreditamos que a forma mais autêntica de viver humanamente é a que nasce de uma adesão total a Jesus Cristo. «Ser cristão significa ser homem, não um tipo de homem, mas sim o homem que Cristo cria em nós» (Dietrich Bonhoeffer).

Talvez tenhamos de começar por acreditar que a nossa vida pode ser mais plena e profunda, mais livre e alegre. Talvez tenhamos de nos atrever a viver o amor com mais radicalidade para descobrir um pouco o que é «ter uma vida abundante». Um texto cristão atreve-se a dizer: «Sabemos que passamos da morte à vida quando amamos os nossos irmãos» (1 João 3,14).

Mas não se trata de amar porque nos disseram que amemos, mas porque nos sentimos radicalmente amados. E porque acreditamos cada vez com mais firmeza que «a nossa vida está oculta com Cristo em Deus». Há uma vida, uma plenitude, um dinamismo, uma liberdade, uma ternura que «o mundo não pode dar». Só o descobre quem consegue enraizar a sua vida a Jesus Cristo.

 

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