26º domingo do tempo comum – Ano A - Subsídios exegéticos para a liturgia dominical

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25 Setembro 2020

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana - ESTEF: Dr. Bruno Glaab, Me. Carlos Rodrigo Dutra, Dr. Humberto Maiztegui e Me. Rita de Cácia Ló. Edição: Dr. Vanildo Luiz Zugno.

Leituras do dia
Evangelho: Mt 21, 28-32
Primeira Leitura: Ez 18,25-28
Segunda Leitura: Fl 2,1-11
Salmo: 24,4bc-5.6-7.8-9 (R 6a)

Evangelho

Todo o AT tem como meta fazer a vontade de Deus. As leis eram a expressão clara deste desejo. Por isto mesmo, da parte das elites religiosas, não observar as leis era visto como estar longe da vontade de Deus. Assim, quem não estava em dia com as leis, era visto como maldito (Jo 7,49). Os verdadeiros filhos eram os que cumpriam todas as prescrições (Lc 18,9ss). Os pecadores públicos e as prostitutas nem sequer eram vistos como filhos de Deus. E, na opinião das elites religiosas, estariam excluídas do Reino de Deus.

A justiça do Reino, trazida por Jesus entra em conflito com justiça da religião petrificada das autoridades. Para começo de história, nesta parábola exclusiva de Mateus, os dois são filhos do pai, tanto os “bons observantes da Lei”, como também os pecadores que eram considerados malditos. O mesmo apelo é dirigido a ambos. Depende agora da resposta dada por cada um.

Ter como herança toda história de Israel, desde Abrão, Moisés, os profetas pode ser um solene “Sim” verbal a Deus. No entanto, não aceitar o Filho enviado pelo Pai (Mt 3,16s), é dar um solene “Não” na prática, pois a vontade do Pai se realiza no Filho. Ninguém vai ao Pai se não for por Jesus (Jo 14,6). Não se está realizando a vontade do Pai só observando a Lei do AT e rejeitando o seu Filho. Ele é a plenitude da revelação. Fechando-se a Jesus, o plano do Pai não se realiza.

Muitos daqueles que não estavam em dia com a velha Lei, talvez por opção própria, ou até, por serem ignorantes, ou não terem condições de cumpri-la, ao encontrar Jesus, perceberam nele um apelo do amor de Deus aos pequeninos, coisa que as elites religiosas, empedernidas nas leis, não perceberam. Por isto mesmo, muitos pecadores impuros, em contato com o Filho, sentindo-se amados por Deus, abraçaram a Boa Nova e se comprometeram com ela. No amor de Deus, manifestado em Jesus, encontraram o caminho do Reino.

 

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