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20 Dezembro 2018

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-45 que corresponde ao 4° Domingo de Advento, ciclo C, do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto. 

Eis o texto

Depois de receber a chamada de Deus, anunciando que ela será a mãe do Messias, Maria põe-se a caminho sozinha. Começa para ela uma nova vida, ao serviço do Seu Filho Jesus. Marcha “rápido”, com decisão. Ela sente a necessidade de partilhar a sua alegria com a sua prima Isabel e de pôr-se ao seu serviço o quanto antes nos últimos meses de gravidez.

O encontro entre as duas mães é uma cena incomum. Não estão presentes os homens. Apenas duas mulheres simples, sem qualquer título ou relevância na religião judaica. Maria, que carrega Jesus com ela para todos os lugares, e Isabel, que, cheia de espírito profético ousa abençoar a sua prima em nome de Deus.

Maria entra na casa de Zacarias, mas não se dirige a ele. Vai diretamente saudar Isabel. Nada sabemos do conteúdo da sua saudação. Apenas aquela saudação enche a casa com uma alegria transbordante. É a alegria que Maria vive desde que ouviu a saudação do Anjo: “Alegra-te cheia de graça”.

Isabel não pode conter a sua surpresa e sua alegria. Quando ouve a saudação de Maria, sente os movimentos da criança que carrega em seu ventre e interpreta-os maternalmente como “saltos de alegria”. Imediatamente abençoa Maria “com a voz em grito” dizendo: “Bem-aventurada és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”.

Em nenhum momento chama Maria pelo seu nome. Contempla-a totalmente identificada com a sua missão: é a mãe do seu Senhor. Vê-a como uma mulher crente, na qual se irão cumprindo os desígnios de Deus: “Abençoada porque acreditaste”.

O que mais a surpreende é a atuação de Maria. Não veio para mostrar sua dignidade de mãe do Messias. Não está ali para ser servida, mas para servir. Isabel não sai do seu assombro. “Quem sou eu para que me visite a mãe do meu Senhor?” Há muitas mulheres que não vivem pacificamente dentro da Igreja. Em algumas cresce o desafeto e o mal-estar. Sofrem quando percebem que, apesar de serem as primeiras colaboradoras em muitos campos, dificilmente são levadas em conta para pensar, decidir e promover a marcha da Igreja. Essa situação está a fazer mal a todos.

O peso de uma história multissecular, controlada e dominada pelos homens, impede-nos de tomar consciência do empobrecimento que significa para a Igreja prescindir de uma presença mais efetiva das mulheres. Nós não os escutamos, mas Deus pode despertar mulheres crentes, cheias de espírito profético, que nos podem dar alegria e dar à Igreja uma face mais humana. Serão uma bênção. Elas nos ensinarão a seguir Jesus com mais paixão e fidelidade.

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