Retiro de Advento. Quarta Semana: 'Na mística da Encarnação'

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19 Dezembro 2018

“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua vontade!” Lc 1,38.

O 'Retiro de Advento: 'Na mística da Encarnação' é uma proposta de Exercícios Espirituais para rezar diariamente ao longo das quatro semanas do Tempo do Advento. O material é preparado pelo padre Luís Renato Carvalho de Oliveira, e disponibilizado no sítio jesuitasbrasil.com.

Eis o roteiro para a Quarta Semana.

Introdução

Seguramente, na felicidade de Maria estava a nossa felicidade. Com Ela também podemos dizer que somos felizes porque, tal como os simples de coração, ousamos acreditar no grande mistério da salvação, acessível àqueles que, como Maria, colocam suas vidas inteiramente nas mãos do Senhor a serviço da redenção da humanidade.

Nossa proposta de oração para esta semana quer nos ajudar a saborear com Maria sua alegria, com um coração agradecido a Deus, por Ele ter-se dignado nos aceitar como filhos amados seus. Abramos o coração para acolhermos as graças do Senhor!

Proposta da oração: 4º Domingo do Advento

Oração preparatória: Pedir luz ao Espírito Santo para mais saborear o encontro de Maria com Isabel.

Recordar a história: A história a ser contemplada é o que sucede à concepção de Maria. Ou seja, sem perder tempo ela se dirige à região montanhosa para visitar sua prima, Isabel. Acompanhemos o desenrolar dos fatos.

Composição de lugar: Trata-se de, com o olhar da imaginação, contemplar as montanhas de Judá. Ver as dificuldades do caminho para se chegar à casa de Isabel na qual acontece o grande encontro entre as duas mulheres de fé que gestam no ventre, precursor e Salvador.

Graça: Senhor, concede-me a graça de ter um coração como o de Maria, capaz de acolher o mistério da salvação e de transformar-me em sinal de redenção para aqueles que Tu mesmo colocas em meu caminho.

Leio o texto de Lc 1, 39-45 uma, duas ou mais vezes e fecho a Bíblia.

 

Segunda-feira (24.12)

Lucas 1, 67-79: João Batista abre caminho para um Deus

No Primeiro Testamento, prevalece o caráter nacionalista na concepção do Deus de Israel, que elege um povo, o qual se confronta com os demais povos como sendo "inimigos". E no interior deste próprio povo eleito prevalece a discriminação do "pecado", caracterizado a partir das inobservâncias da Lei controlada pelos chefes religiosos de Israel. João Batista, rompendo com a tradição sacerdotal paterna e com o templo de Jerusalém, abre caminho para um Deus universalista. Com Jesus dar-se-á a revelação do Deus amoroso e misericordioso que remove os critérios de exclusão e condenação pela Lei e elimina a prevenção contra o "inimigo", proclamando a reconciliação.

Terça-feira (25.12)

Lucas 2 ,1-14: Natal, encontro vivo com o Filho de Deus!

A mensagem cristã não é uma ideologia, mas sim um acontecimento: Jesus Cristo. Esse acontecimento tem duas dimensões: o fato concreto bem humilde, concentrado no sinal do recém-nascido envolto em panos, e o alcance cósmico desse fato, simbolizado pelo canto dos anjos: Glória a Deus nas alturas e paz aos homens na terra.
Celebrar o Natal é comprometer-se com essa glória, que envolve as condições mais sublimes ou mais humildes da existência e da atividade dos homens, e também com essa paz, que é o gozo da fraternidade e o fruto da justiça nas relações entre os homens.

 

Quarta-feira (26.12)

Mateus 10, 17-22: “Sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.”

O Menino acaba de nascer e, n dia seguinte, o destaque é de Santo Estevão, a quem chamamos de protomártir. Fazia parte do grupo dos primeiros Diáconos. Bom pregador, anunciava Jesus e seu Evangelho com entusiasmo. Conhecia as escrituras do seu povo e sabia demonstrar que elas se realizaram em Jesus Cristo, seu Mestre, a quem tinha aderido de coração. Por isso foi apedrejado até a morte. Os que o condenaram tinham a impressão de estar vendo em seu rosto a face de um anjo.

 

Quinta-feira (27.12)

João 20, 2-8: O outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também, viu e creu.”

A tradição identifica João com o Discípulo Amado e atribui a ele o Quarto Evangelho, que é o Evangelho do Discípulo. Quando foram verificar o que tinha acontecido no sepulcro de Jesus, Pedro e o Discípulo correm juntos, mas o Discípulo chega primeiro. Não entra, por respeito a Pedro, o mais velho e o primeiro dos apóstolos, mas, diz o texto, quem vê e crê é o discípulo. O discípulo é aquele que vê o invisível e acredita. O túmulo estava vazio. É claro que Pedro também acreditou, mas o evangelista quer destacar em primeiro lugar a importância de ser discípulo. A disposição de seguir o mestre é própria dos discípulos. Por isso a última palavra de Jesus a Pedro neste Evangelho será: “segue-me”.

 

Sexta-feira (28.12)

Mateus 2, 13-18: “Ouve- se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos e não quer ser consolada, pois não existem mais.”

Jesus devia estar com dois anos quando Herodes Magno morreu. Sucedeu-o Herodes Antipas, seu filho, que mandou matar São João Batista. A crueldade de Herodes Magno era conhecida. Mandou matar muitos dos seus parentes e estrangular dois de seus filhos. Nada estranho, portanto, que algum Herodes da época tivesse mandado matar as crianças de Belém com a intenção de matar o Menino Jesus. O alvo era Jesus. São José foi avisado do perigo que o menino corria e levou-o com Maria para o Egito. José não podia avisar as famílias do perigo que corriam porque ele mesmo não imaginava que isso pudesse acontecer. Sabia, no entanto, que Herodes queria matar o Menino Jesus.

 

Sábado (29.12)

Uma boa repetição da semana ou Lucas 2, 22-35: “Agora, Senhor, segundo a tua promessa, deixa teu servo ir em paz...”

Depois do Natal, a liturgia celebra Santo Estevão, São João Evangelista, os Santos Inocentes e, hoje, São Tomás Becket. Este santo testemunha que o Menino foi de fato causa de queda e de reerguimento para muitos. Cristão, amigo do príncipe, viveu uma vida pouco edificante, até ser nomeado arcebispo de

Cantuária por seu amigo, que se tornara rei. Foi o início de sua conversão. Morreu assassinado por ordem do mesmo rei, enquanto celebrava a eucaristia.

N.B.: Termina aqui o Retiro do Advento. Desejamos a todos um santo e feliz tempo de Natal!

 

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