Sair para as periferias

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03 Fevereiro 2017

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho segundo Mateus 5, 13-16, que corresponde ao Quintoo Domingo do Tempo Comum, ciclo A do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto.

Jesus dá a conhecer com duas imagens audazes e surpreendentes o que pensa e espera dos seus seguidores. Não deve viver pensando sempre nos seus próprios interesses, seu prestígio ou seu poder. Apesar de ser um grupo pequeno no meio do vasto Império de Roma, deve ser o “sal” que necessita a terra e a “luz” que faz falta ao mundo.

“Vós sois o sal da terra.” As pessoas simples da Galileia captam espontaneamente a linguagem de Jesus. Todo o mundo sabe que o sal serve, sobretudo, para dar sabor à comida e para preservar os alimentos da corrupção. Do mesmo modo, os discípulos de Jesus devem contribuir para que as pessoas saboreiem a vida sem cair na corrupção.

“Vós sois a luz do mundo.” Sem a luz do sol, o mundo fica nas trevas: já não nos podemos orientar nem desfrutar da vida no meio da obscuridade. Os discípulos de Jesus podem aportar a luz que necessitamos para nos orientar, aprofundar no sentido último da existência e caminhar com esperança.

As duas metáforas coincidem em algo muito importante. Se permanecer isolado num recipiente, o sal não serve para nada. Apenas quando entra em contato com os alimentos e se dissolve na comida pode dar sabor ao que comemos. O mesmo sucede com a luz. Se permanecer encerrada e oculta, não pode iluminar ninguém. Apenas quando está no meio das trevas pode iluminar e orientar. Uma Igreja isolada do mundo não pode ser nem sal, nem luz.

O papa Francisco viu que a Igreja vive encerrada em si mesma, paralisada pelos medos e demasiadamente afastada dos problemas e sofrimentos como para dar sabor à vida moderna e para oferecer a luz genuína do Evangelho. A sua reação foi imediata: “Temos de sair para as periferias existenciais”.

O Papa insiste uma e outra vez: “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e manchada por sair à rua que uma Igreja doente por estar encerrada e pela comodidade de agarrar-se às suas próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada por ser o centro e que termina enclausurada num emaranhado de obsessões e procedimentos”.

A chamada de Francisco está dirigida a todos os cristãos: “Não podemos ficar tranquilos numa espera passiva nos nossos templos. O Evangelho convida-nos sempre a correr o risco do encontro com o rosto do outro”. O Papa quer introduzir na Igreja o que ele chama de “cultura do encontro”. Está convencido de que “o que necessita hoje a Igreja é capacidade de curar feridas e dar calor aos corações”.

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