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19 Agosto 2016

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho segundo Lucas 1,39-56 que corresponde à Festa da Assunção, ciclo do Ano Litúrgico.
O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto 

Maria é a grande crente

"Sua fé no Deus dos pequenos nos faz sintonizar com Jesus"
Desde seu coração de Mãe, Maria percebe como ninguém a ternura de Deus Pai e Mãe.

Os evangelistas apresentam a Virgem com traços que podem reavivar nossa devoção a Maria, Mãe de Jesus. Seu olhar nos ajuda a amá-la, meditá-la, imitá-la, rezá-la e confiar nela com um espírito novo e mais evangélico.

Maria é a grande crente. A primeira seguidora de Jesus. A mulher que sabe meditar no seu coração os atos e as palavras de seu Filho. A profetisa que canta a Deus, salvador dos pobres, que ele anuncia. A mãe fiel que permanece ao lado de seu Filho perseguido, condenado e morto na cruz. A testemunha de Cristo Ressuscitado, que recebe junto aos discípulos o Espírito que acompanhará sempre a Igreja de Jesus.

Lucas, por sua vez, nos convida a fazer nosso o cântico de Maria, para nos deixarmos conduzir pelo seu espírito até Jesus, pois no "Magnificat" resplandece mais ainda a fé de Maria e sua identificação maternal com seu Filho Jesus.

Maria começa proclamando a grandeza de Deus: "Meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou a pequenez de sua serva". Maria é feliz porque Deus colocou seu olhar em sua pequenez. Assim é Deus com os pequenos. Maria canta com a mesma alegria que Jesus abençoa o Pai, porque ele fica oculto para os "sábios e prudentes" e se revela "aos simples". A fé de Maria no Deus dos pequenos nos faz sintonizar com Jesus.

Maria proclama o Deus "Todo Poderoso", porque "a sua misericórdia chega aos fiéis de geração em geração". Deus coloca o Seu poder a serviço da compaixão. Sua misericórdia abrange todas as gerações. Jesus prega a mesma coisa: Deus é misericordioso para com todos. Então, ele disse aos seus discípulos de todos os tempos: "Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso". Desde seu coração de mãe, Maria percebe como nenhuma outra pessoa a ternura de Deus Pai e Mãe, e nos introduz ao núcleo central da mensagem de Jesus: Deus é amor compassivo.

Maria proclama também o Deus dos pobres, porque "derruba do trono os poderosos" e deixa-os impotentes para continuar oprimindo; pelo contrário, "exalta os humildes" para que recuperem sua dignidade. Clama aos ricos o que é roubado dos pobres e "os despede de mãos vazias". E aos famintos, "ele os enche de bens" para desfrutar de uma vida mais humana. Jesus clamava o mesmo: "os últimos serão os primeiros". Maria leva-nos a aceitar a Boa Nova de Jesus: Deus é dos pobres.

Maria nos ensina, melhor que ninguém, a seguir Jesus, anunciando o Deus de compaixão, trabalhando para um mundo mais fraterno, confiando no Pai dos pequenos.

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