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13 Novembro 2015

Cristo nos adverte: precederá o seu retorno uma grande tribulação, "tal, como não houve desde o princípio do mundo que Deus criou até agora, e não haverá jamais" (Marcos 13,19). E, no entanto, a nossa história é cheia de tribulações! Tomemos como nossas as palavras do salmista para vivermos delas: "Ó Deus, em vós me refugio".

A reflexão é de Marcel Domergue, sacerdote jesuíta francês, publicada no sítio Croire, comentando as leituras do 33º Domingo do Tempo Comum, do Ciclo B (15 de novembro de 2015). A tradução é de Francisco O. Lara, João Bosco Lara e José J. Lara.

Referências bíblicas:
1ª leitura: «Neste tempo, teu povo será salvo» (Daniel 12,1-3)
Salmo: Sl 15(16) - R/ Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
2ª leitura: «Com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica» (Hebreus 10,11-14.18)
Evangelho: «Reunirá seus eleitos, dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu» (Marcos 13,24-32)

O céu e a terra passarão

O espetáculo apresentado no evangelho, com imagens apocalíticas, é o inverso de Gênesis 1. Certamente, não estão ali enumerados todos os seres criados conforme o relato de Gênesis, mas as menções a "céu e terra" (duas vezes), ao sol, à lua, aos astros e às "forças dos céus" são suficientes para tornar evidente esta alusão. Sem contar que "a origem" e a criação são mencionadas no versículo 19 (fora da leitura). Assim, então, tudo o que foi feito durante os "seis dias" da criação será desfeito. Ora, os relatos da Paixão, sobretudo em Mateus, (mas também em Lucas, com o sol que se apaga) falam de grandes convulsões cósmicas. Aí também, a criação se desfaz. A Palavra criadora crucificada é verdadeiramente o fim do mundo. Paulo, por sua vez, põe no passado o desaparecimento do mundo antigo: "passaram-se as coisas antigas; eis que se fez realidade nova" (2 Coríntios 5,17). A mensagem é a mesma do Apocalipse de João, com o tema dos “novos céus e nova terra”. Aqui também "o sol não iluminará mais" (21,23; cf. Zacarias 14,7). Compreende-se assim, sem ter de mencionar a crença dos primeiros cristãos na iminência da vinda do Cristo, que Jesus pudesse dizer: "Esta geração não passará até que tudo isso aconteça".

O apocalipse no presente

O "tudo isso" da citação precedente não designa apenas as perturbações cósmicas, mas também as guerras e perseguições do começo do capítulo. As relações entre os homens caíram no caos, assim como toda a natureza. Temos a impressão de que as Escrituras, ao invés de nos prometer um Reino de Deus pacífico sobre a terra, um universo pacificado desde agora, faz-nos entrever uma progressão da divisão do homem com o homem e do homem com a natureza. Mas, por certo, é preciso compreender que com a Páscoa -paroxismo de todas as nossas contradições- tudo está cumprido. Paulo, no entanto, não se contenta com pôr no passado o desaparecimento do mundo antigo; põe-no também no presente: "Pois passa a figura deste mundo" (1 Coríntios 7,31). Significa que o drama do nascimento deste mundo novo reporta-se para toda a história. Cada geração vive este drama por conta própria e a humanidade em seu conjunto o vive até a chegada do sétimo dia, dia do repouso de Deus, da criação perfeita e acabada.

"Veremos o Filho do homem"

O evangelho de hoje não fala do mundo novo: atém-se às imagens da destruição. Mostra-nos, contudo, o Filho do homem vindo com grande poder e grande glória. É o Reino de Deus. Este é o mundo novo. Paulo diz que o Cristo investiu-se em toda a criatura, que ele “preenche o universo”, é "tudo em todos". Pois, aí também, está no passado, já que foi dado na ressurreição do Cristo; está no presente, já que temos de atualizá-lo; e está no futuro, já que estamos esperando o seu cumprimento. Enfim, as revelações deste evangelho, que à primeira vista nos parecem catastróficas, são de fato revelações de salvação. Só que, para esta salvação, devemos superar as nossas trevas, a nossa violência e o nosso pecado, atravessando-os. Duas palavras chaves deste capítulo 13 do Evangelho de Marcos devem reter a nossa atenção: "Não tenhais medo!" (versículos 7 e 11) e "Atenção, e vigiai!" (versículos 33-37). "Vigiai" Quer dizer: não vos deixeis enganar pelas aparências, é Deus quem vem.

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