Com Jesus em meio à crise

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13 Outubro 2012

A leitura que a Igreja propõe neste domingo é o Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 10,17-30 que corresponde ao 28º Domingo do Tempo Comum, ciclo B do Ano Litúrgico. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Eis o texto

Antes de Jesus se pôr a caminhar, um desconhecido se aproxima dele correndo. Aparentemente ele não tem presa para resolver seu problema. “Que farei para herdar a vida eterna?” Os problemas da vida não o preocupam. É rico. Todo está resolvido.

Jesus o coloca frente à Lei de Moises. Curiosamente, não se lembra dos dez mandamentos, mas somente os que proíbem de agir contra os outros. O jovem é um homem bom, fiel observante da religião judaica. “Todo isso eu tenho cumprido desde a minha juventude.”

Jesus olha para ele com carinho. É admirável a vida de uma pessoa que não fez nenhum mal para ninguém. Jesus quer atraí-lo para que colabore com ele em seu projeto de fazer um mundo mais humano. Então, faz-lhe uma proposta surpreendente: “Uma coisa te falta, vai, vende tudo que tens, dá dinheiro aos pobres... depois, vem e segue-me”.

O rico possui muitas coisas, porém falta-lhe a única coisa que o permite seguir Jesus verdadeiramente. É uma boa pessoa, mas vive apegado a seu dinheiro. Jesus pede-lhe para renunciar sua riqueza, e para que a coloque a serviço dos pobres. Somente partilhando o próprio bem com os que mais necessitam é quando conseguirá seguir Jesus colaborando com seu projeto.

O jovem é incapaz. Ele precisa do bem-estar. Não há forças para viver sem riqueza. Seu dinheiro esta por cima de todo. Renuncia seguir Jesus. Ele chegou correndo entusiasmado até Jesus. Agora ele vai embora triste. Não conhecera nunca a alegria de colaborar com Jesus.

A crise econômica está nos convidando como seguidores de Jesus a dar passos para uma vida mais sóbria, para partilhar com os mais necessitados todo aquilo que nos temos ou simplesmente não precisamos para viver com dignidade. Devemos nos fazer perguntas muito concretas, caso queiramos seguir Jesus.

O primeiro é revisar nossa relação com o dinheiro. Que fazer com nosso dinheiro? Para que poupar? Em que investir? Com quem partilhamos aquilo que não precisamos? Precisamos rever nosso consumo para torná-lo mais responsável, menos compulsivo e supérfluo: Que compramos? Onde compramos? Para que compramos?

Quem podemos ajudar a comprar aquilo de que necessita?

São perguntas que devemos nos fazer no fundo de nossa consciência e também nas nossas famílias, comunidades cristãs. Não faremos gestos heroicos, mas sim daremos pequenos passos nesta direção; conheceremos a alegria de seguir Jesus contribuindo para transformar a crise de alguns um pouco mais humana e suportável. Se não for assim, nos sentiremos bons cristãos, mas nossa religião terá falta de alegria. 

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