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21 Dezembro 2018

Esta quinta estrofe entre as sete Antífonas do Ó é a mais breve de todas. A exclamação inicial, Ó Sol nascente (ou Sol do Oriente) marca um forte contraste com o final da quarta antífona que clama por libertação de quem vive na escuridão. Como a quarta antífona, também esta encerra-se fazendo referência às "trevas" e à "sombra da morte".

É interessante observar que o dia dedicado a esta antífona é 21 de dezembro, que marca o solstício de inverno para o hemisfério norte (e o solstício de verão para o hemisfério sul). Para o hemisfério norte (contexto de surgimento da antífona) a partir deste dia, a luz do sol começa a aumentar.

A antífona contempla três títulos de Cristo, baseados em textos do Antigo Testamento.

O primeiro título tem como referência Zacarias 3,8 e 6,12, que utiliza a palavra hebraica sèmah, que significa “broto”, rebento, como nome para o Servo do Senhor que será por ele coroado para estabelecer a paz e reconstruir o templo. O profeta Jeremias também usou este termo para indicar um futuro descendente de Davi: "Dias virão – oráculo do Senhor – em que farei brotar de Davi um rebento justo, que será rei e governará com sabedoria e exercerá na terra o direito e a equidade."(Jr 23.5).

Zacarias emprega o termo em sentido personalizado claramente messiânico. A versão grega da Septuaginta substitui a palavra hebraica sèmah por anatolë que reúne o significado de “estrela que surge” e de brotar. Em latim os termos anteriores adquiriram o sentido de Oriens, isto é, "sol nascente".

O Evangelho de Lucas confirma o sentido messiânico destes textos no Benedictus, o Cântico de Zacarias, pai de João Batista: "Graças à ternura e misericórdia de nosso Deus, que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente, que há de iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz.” (Lc 1,78)

O segundo título é “esplendor da luz eterna”, que é um dos atributos da Sabedoria: "É ela uma efusão da luz eterna" (Sab 7,26). O significado cristológico deste versículo é enfatizado por Orígenes em seu tratado sobre Os Princípios (I, 2, 10).

O terceiro título é “Sol da justiça”, o qual retoma o profeta Malaquias 3,20: "Mas sobre vós que temeis o meu nome se levantará o sol de justiça que traz a salvação em seus raios." Mais tarde, no século III, os Padres da Igreja passaram a utilizar esta expressão em sentido cristológico, utilizando-a para referir-se a Cristo. Inclusive ela serviu de referência para determinar a data de nascimento de Jesus em torno do solstício de inverno.

Enfim, é uma antífona que dá forte expressão a profecias messiânicas de Isaías: "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz" (Is 9,1). No contexto de preparação para o Natal, esta antífona clama a Cristo para dar cumprimento a esta profecia.

 

Die 21 Decembris

O Oriens
splendor lucis æternæ, et sol justitiæ
Veni et illumina sedentes in tenebris
et umbra mortis.

 

21 de dezembro

Ó Sol nascente justiceiro (Isaías 9:2)
resplendor da Luz eterna:
oh vinde e iluminai os que jazem nas trevas
e na sombra do pecado e da morte estão sentados!

 

 

Dia 21 de dezembro

Ó Sol do Oriente:
És o Sol da Justiça que desponta,
Resplendor de uma luz que não se apaga,
Quem habita nas trevas te aguarda,
Quem do cego pecado está na sombra,
Quem da morte adormece, leva em conta,
Vem, Senhor, essa escuridão faz clara, ó ó.

Vem, ó Filho de Maria,
Vem raiar sol da justiça,
Quanta sede, quanta espera,
Quando chega, quando chega aquele dia?... (bis)

 

Referência bibliográfica
Cf. GILBERT, Marcel. Le antifone maggiori dell´avvento. In: Civiltà Cattolica, 2008, IV, pp. 319-332.

 

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