Um Plano Marshall para centro-americanos. A proposta de AMLO

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15 Dezembro 2018

Andrés Manuel López Obrador — AMLO explicou a Trump que o plano de investimento mexicano, em acordo com a Guatemala, El Salvador e Honduras, propõe a criação de um fundo para implementar programas e projetos que gerem emprego e combatam a pobreza na América Central

López Obrador contou que teve uma conversa “amistosa e respeitosa” com Trump.

A reportagem é publicada por Página/12, 14-12-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O novo  presidente mexicano, AMLO, e seu homólogo estadunidense, Donald Trump, acordaram de afrontar em conjunto as causas de fundo que promovem a migração de países centro-americanos para os Estados Unidos com um pacto de investimento conjunto, segundo informaram ambos governos. O mandatário mexicano disse, ademais, que seu par o convidou a Washington para tratar do acordo, que AMLO considerou como mais importante que o acordo comercial com os Estados Unidos.

“Foi muito boa conversa, amistosa e respeitosa. E falamos do tema migratório e da possibilidade de conseguir um acordo de investimento para apoiar projetos produtivos e de conseguir um acordo de investimento”, destacou AMLO, ontem, na sua entrevista coletiva diária. O mandatário específico que havia explicado a Trump que o plano mexicano para tratar o fenômeno migratório contempla 5 bilhões de dólares, já dispostos no orçamento de 2019. O líder do Movimento de Regeneração Nacional — Morena, indicou, ademais, que nessa conversação se acordou manter as conversações entre mandatários e também entre equipes cujo objetivo final seria subscrever um acordo de investimento conjunto.

Tal plano de investimento mexicano, em acordo com a Guatemala, El Salvador e Honduras, propõe a criação de um fundo para implementa programas e projetos que geram emprego e combatem a pobreza na América Central, que junto com a violência criminal são os principais causadores do êxodo. O projeto, que já foi equiparado pelo México como o Plano Marshall, busca somar o apoio dos governos e empresas de Estados Unidos e Canadá.

“Considero que é de maior importância ou da mesma importância que o tratado de livre comércio, então sim é para nós algo muito importante, é atender as causas do fenômeno migratório” declarou AMLO. Para ilustrar o peso das palavras do mandatário para o México, o comércio com os EUA é vital já que esse país é destino de 80% das suas exportações.

López Obrador insistiu, mesmo assim, que um eventual assinatura do pacto, teria motivo para que decidisse viajar a Washington, a se reunir com Trump. “Ele me convidou, eu também estou na possibilidade de ir a Washington, mas creio que tanto para ele como para nós tem que haver um motivo e eu creio que o mais importante seria assinar esse acordo e nos reunirmos com esse propósito”, afirmou.

O mandatário, não obstante, disse que o tema do muro na fronteira entre ambos países não foi tratado na conversa. “Não tocamos no tema, em nenhuma conversa. Não foi tratado esse tema”, disse López Obrador na conferência de imprensa, depois de falar com Trump por telefone nessa quarta-feira pela primeira vez desde que assumiu a presidência mexicana em 1º de dezembro.

Depois da conversa telefônica da quarta-feira, López Obrador escreveu no Twitter que havia falado do tema migratório com Trump e das possibilidades de impulsionar o desenvolvimento para evitar que as pessoas tenham que emigrar. “Hoje conversamos por telefone com o presidente Donald Trump. Em termos respeitosos e de amizade, tratamos o tema migratório e a possibilidade de aplicar um programa conjunto para o desenvolvimento e criação de empregos na América Central e em nosso país”, disse.
A chamada telefônica da quarta-feira deu lugar à primeira conversa sobre migração entre ambos presidentes, em um momento quente na fronteira pela crise das caravanas de cidadãos centro-americanos que chegaram ao México buscando refúgio nos EUA. A caravana de migrantes, que chegou a somar cerca de 7 mil centro-americanos, a maioria hondurenhos, saiu de Honduras, em 13 de outubro para chegar a Tijuana na fronteira noroeste do México e distante mais de 4.300 km. O presidente estadunidense busca endurecer os requisitos para concessão de refúgio e já reforçou a segurança da fronteira. No último 25 de novembro, durante uma manifestação, em torno de 500 centro-americanos e se lançaram sobre a muralha fronteiriça, mas foram repelidos por gases lançados desde os Estados Unidos. Não obstante, a caravana foi se dispersando depois de que os migrantes foram colocados em um albergue distante de zona fronteiriça.

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