Ex-professor de escola do Opus Dei é condenado a 11 anos por abuso sexual

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20 Novembro 2018

Um leigo espanhol e membro do Opus Dei foi condenado a 11 anos na prisão na quinta-feira depois de ser considerado culpado de abusar sexualmente de um menor. A decisão vem após os promotores pedirem uma sentença de 20 meses, alegando dúvida de partes do depoimento da vítima.

A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 11-19-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

José María Martínez Sanz, professor da Escola Gaztelueta só para garotos em Lejona, norte da Espanha, foi acusado de abusar de um aluno entre 2008 e 2010, quando o menino tinha 12-13 anos de idade. O caso já havia sido investigado pelas autoridades eclesiais e pela escola, mas nada foi descoberto.

O professor, que já não trabalha na escola, foi condenado a 11 anos de prisão por um juiz espanhol e banido de entrar em contato com a vítima pelos próximos 15 anos. Durante o julgamento, Martínez insistiu em sua inocência e os promotores reconheceram dúvidas sobre algumas das alegações. No entanto, o advogado da vítima argumentou que no início, o jovem não havia contado toda a história porque estava envergonhado. Segundo ele, o abuso progrediu de toques indecentes à penetração.

O ex-professor tem cinco dias para recorrer à decisão.

De acordo com o jornal espanhol El Diario Norte, a família ficou "imensamente satisfeita" com a decisão. Durante o julgamento, Imanol Gayarrola, diretor da instituição e que estava na segunda posição de comando durante os anos do abuso, foi responsável pela investigação interna e insistiu que não encontrou "nenhuma evidência de que as acusações eram verdadeiras."

Ele acrescentou que era "impossível" Martínez ter usado seu escritório para abusar da vítima, que hoje tem 22 anos, porque se tratava de um lugar público.

No entanto, o pai da vítima, Juan Cutatrecasas, também deu testemunho durante o julgamento e acusou a escola de "não fazer nada".

Tanto a escola como a defesa concordam que a Gaztelueta foi informado no final do ano escolar 2010/2011 das alegações. Naquele ano, o aluno não estava mais na escola por decisão da família, uma vez que a vítima também havia reclamado de bullying.

Depois de uma crise pessoal em maio, a vítima disse que estava sendo ameaçada por seus antigos colegas, e então começou a desabafar sobre os abusos sexuais.

Os pais então tiveram uma reunião na escola onde levantaram as alegações de bullying contra os antigos alunos, dois dos quais foram considerados culpados de ameaçar seu antigo colega.

Gayarrola foi então encarregado de investigar as alegações de abuso, incluindo acusações de que o ex-professor havia mostrado à vítima fotos de mulheres seminuas com intenções sexuais. No entanto, de acordo com o agora-diretor, não foram encontradas evidências dessas imagens no computador Martínez. Além disso, a escola tinha um filtro para evitar acesso a material pornográfico.

No entanto, de acordo com o advogado, Martínez tinha procurado imagens de Emma Watson, uma das atrizes de Harry Potter, "nua" e até mesmo "estuprada". Há também uma imagem no computador intitulada "emmawatsonnaked" [Emma Watson nua, ndt] Ela era uma das mulheres que a vítima alegou terem sido mostradas em imagens pelo professor.

Em declaração feita após a decisão, a escola do Opus Dei disse estar "comprometida" em responder a "qualquer circunstância de abuso ou assédio que um menor possa sofrer", e "determinada" em combater este "crime muito grave".

No texto, a escola disse estar "muito afetada" pela sentença, porque em várias oportunidades o caso foi investigado internamente e considerado inconsistente.

Sem palavras de apoio ao ex-aluno, a escola diz que a sentença ainda pode ser recorrida e que não é "definitiva".

Quando o caso se tornou público em 2012, a escola respondeu com uma declaração dizendo que estava "ferida pela forma na qual o antigo professor está sendo tratado, uma vez que o relato publicado é construído através de uma versão unilateral dos fatos."

O professor, que na época estava na Austrália, não tinha feito nenhuma declaração à mídia. A escola também disse naquela época que havia testemunhos de professores e alunos que contradiziam os fatos alegados.

O promotor pediu três anos de prisão, e durante o julgamento até questionou as acusações mais graves feitas pela vítima, que incluíam penetração. O promotor então sugeriu uma sentença "alternativa" de 20 meses de reclusão.

No entanto, todos os médicos peritos que trataram a vítima apoiaram o seu testemunho, e destacaram que, se no início o jovem não havia declarado todos os abusos, era devido ao medo, e que era normal nesses casos que "a realidade se torne mais evidente com o tempo."

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