Colégio proíbe alunos de renovarem matrícula após defenderem tortura

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16 Novembro 2018

Em mensagens no WhatsApp, jovens do Colégio Antônio Vieira também ofendem mulheres e índios; pais alegam que eles 'não tinham noção' do que diziam.

A reportagem é de Rodrigo Daniel Silva, publicada por Veja, 13-11-2018.

O Colégio Antônio Vieira, tradicional escola privada de Salvador que integra a Rede Jesuíta de Educação, proibiu alunos de renovarem as matrículas para o ano letivo de 2019 e excluiu estudantes do 3º ano do Ensino Médio da formatura depois que vieram à tona mensagens trocadas por eles em um grupo do WhatsApp com ataques a mulheres e índios, piadas homofóbicas e a defesa da criação de um “ministério da tortura, mais importante que o da cultura”.

O grupo onde as ofensas foram escritas tem o nome de “Direita delirante” e leva na imagem de destaque uma foto do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Os jovens que participam da conversa têm entre 14 e 17 anos.

Nas mensagens, um dos adolescentes sugere que pessoas sejam “torturadas dando umas cinco facadas logo”. Outro defende como cumprimento de pena “trabalhar em uma mina de carvão até morrer”. “Que tal mandar os bandidos pras reservas indígenas? Aí eles se matam e matam os índios também”, propõe o mesmo rapaz. “Índio é inútil, só serve para ter feriado, que se pá que nem feriado é [sic]”, diz outro.

“A partir de hoje #elenão volta a significar a negativa da mulher a liberar o c…”, mostra uma imagem compartilhada no grupo.

Em nota, o colégio informou que tomou “medidas educativas pertinentes aos fatos lamentáveis”. “No entanto, firmados numa ética do cuidado para com todos os envolvidos, entendemos que as decisões tomadas referem-se exclusivamente ao âmbito interno da nossa instituição. Desejamos que este caso, que feriu profundamente os princípios e valores da nossa comunidade educativa, sirva para a reflexão de todos sobre a importância do engajamento coletivo na promoção da cultura de paz e respeito com os demais”, comunicou.

Em uma carta, pais dos alunos pediram que o colégio reconsidere a decisão e disseram que os estudantes “não tinham noção da dimensão do que diziam”.

“[Foram] ‘blefes’ de adolescência, uma forma de auto afirmação típica da idade, exatamente, para chamar atenção, chocar, posar ‘do contra’ dentro de um grupo de colegas, os quais não chegaram nem perto de sequer levar essa ameaça à um nível mais sério. E, quem não fez o mesmo na adolescência, que atire a primeira pedra. Sendo, a sorte dos adolescentes daquela época, justamente, a inexistência de redes sociais, em especial, WhatsApp. […] Entendemos que eles devam receber uma repreensão, mas dentro de um critério de proporcionalidade e razoabilidade do que realmente fizeram”, diz um trecho da carta.

Com um século de atividades, o Colégio Antônio Vieira atende a alunos do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

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