O Papa tropeça ao voltar do Sínodo, mas está bem. Viagem a Madagascar em 2019

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10 Outubro 2018

O tropeço do Papa Francisco ao voltar à Casa Santa Marta e as notícias sobre uma possível viagem a Madagascar em 2019 foram as duas notícias do dia com que começou e terminou a coletiva de imprensa diária na Sala de Imprensa do Vaticano sobre o Sínodo dos jovens. Nestes dias terminaram os trabalhos dos círculos menores divididos por idioma.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Vatican Insider, 09-10-2018. A tradução é de André Langer.

Antes que a informação fosse divulgada “por outros canais”, o porta-voz Greg Burke quis anunciar que Francisco “ao voltar à Santa Marta, tropeçou e caiu. Ele se levantou, tranquilo e está bem”, disse antes de passar a palavra ao cardeal Desiré Tsarahazana.

O arcebispo de Toamasina, Madagascar, que recebeu a púrpura durante o último Consistório (em junho deste ano), após ter compartilhado suas impressões positivas sobre este primeiro Sínodo de que participa, despediu-se com uma notícia: “Primeiro fomos nós, os bispos de Madagascar, que pedimos ao Papa para que fosse nos visitar e devo dizer que ele irá em 2019”. Respondendo a respeito, Burke deixou as coisas um pouco mais claras: “Não posso confirmar, mas posso dizer que essa possibilidade está sendo estudada com muita atenção”.

O prefeito da Congregação para a Comunicação, Paolo Ruffini, apresentou algumas conclusões que surgiram nos círculos menores, insistindo particularmente na opinião compartilhada pelos padres de uma Igreja que se está mostrando “cada vez mais sinodal, não autorreferencial”. Tampouco o debate na aula, explicou, é algo pré-fabricado, mas “obra de um discernimento coletivo”, em que “os jovens e os padres sinodais estão descobrindo tantas coisas em comum” a nível religioso, social e cultural. A vontade é “falar uma língua do tempo presente, incluindo a linguagem digital”; é precisamente por este motivo que estão sendo estudadas diferentes formas de comunicação, em sintonia com aquelas utilizadas pelos jovens, e também a própria mensagem final do Sínodo será escrita em uma linguagem que seja compreendida pelas novas gerações.

O cardeal Gracias referiu-se ao “clima fraterno” em que se realiza o Sínodo, explicando que, no debate geral, também foi mencionada esta temporada de turbulências intra-eclesiais, principalmente devido à crise dos abusos sexuais. “A Igreja certamente não quer ficar na defensiva”, disse o cardeal indiano ao descrever sua experiência como moderador dos círculos menores em língua inglesa, nos quais “falaram os bispos, razão pela qual deixamos de lado o esquema e discutimos profundamente”. Todos eles estavam preocupados em responder aos pedidos dos jovens por uma “Igreja mais autêntica”: “Estamos tentando fazê-lo. Houve falhas de políticas e sistemas. Precisamos corrigir isso com coragem e confiança”, disse o cardeal.

Nos círculos francófonos, disse Lacroix, propôs-se a ideia de “oferecer uma melhor formação principalmente ao clero em temas como o corpo, a afetividade e a sexualidade”. A questão dos abusos sexuais, disse o prelado canadense, “faz parte da nossa experiência; nós o mencionamos porque faz parte da nossa realidade. Não fomos tímidos ao falar sobre eles”; de qualquer maneira, “há muitos outros temas que precisam ser abordados”, e o ponto é que “todos os batizados deveriam ter uma vida coerente com um melhor testemunho da fé”.

Por sua vez, os jovens que estavam presentes na aula, representando milhares de jovens de todo o mundo, e os antigos padres sinodais compartilham o desejo de “fazer as coisas acontecerem, de seguir em frente”, destacou a irmã Becquart, que comparou a máquina sinodal a um “barco no qual estamos todos juntos para navegar neste mundo que tanto nos emociona” e que já se encontra em alto mar. Em todas as intervenções, acrescentou a religiosa ex-diretora do Serviço Nacional para a Evangelização dos Jovens e para as Vocações da Conferência Episcopal da França, “surpreendeu-me a humildade, um rosto da Igreja que reconhece suas fraquezas e que procede por um caminho de conversão, sem medo de chamar pelo seu nome os fracassos e as impotências”.

No início da 6ª Congregação Geral da 15ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco enviou sua bênção aos jovens do Peru e da América Latina: “Aos jovens do Peru e da América Latina com a minha bênção, sigam em frente e peço-lhes que rezem por mim, Deus abençoe vocês”. Com estas palavras, o Papa Francisco saudou os jovens do Peru e da América Latina na noite desta terça-feira, 9 de outubro, no início da 6ª Congregação Geral da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada ao tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

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