Cuba. Em Nova Iorque, Miguel Diaz-Canel reúne-se com executivos de gigantes da tecnologia da informação

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Por: Wagner Fernandes de Azevedo | 28 Setembro 2018

Distante dos principais mercados e serviços de informação do mundo, Cuba segue procurando seu espaço. Miguel Díaz-Canel, primeiro presidente cubano depois dos irmãos Fidel e Raul Castro, fez sua primeira viagem aos EUA por ocasião da 73ª Assembleia Geral da ONU. Na segunda-feira, 24-09-2018, incluiu na sua agenda uma reunião na sede da Google, em Nova Iorque. A principal pauta era procurar apoio de desenvolvimento tecnológico no país.

Diaz-Canel assumiu a presidência em abril de 2018, e em sua primeira viagem ao país opositor, levou as reclamações históricas sobre o embargo econômico. O acordo que foi construído entre os ex-presidentes Raul Castro e Barack Obama, foi descartado quando Donald Trump assumiu o poder. O embargo, que foi imposto em 1960, historicamente dificultou o acesso a serviços de tecnologia na ilha.

Em busca de aproximação para o desenvolvimento de tecnologia, Eric Schmidt, vice-presidente da Alphabet Inc., a holding que está vinculada ao Google, que é a sua principal subsidiária, e empresas de diferentes ramos, convidou a delegação cubana para aproximarem o diálogo. Diaz-Canel anunciou pelo jornal estatal Granma que procurou defender a capacidade de recursos humanos existente em Cuba e as pretensões do seu governo. Segundo a nota oficial divulgada pelo governo, o presidente apresentou que “a informatização da sociedade constitui uma prioridade do governo cubano”.

Junto aos executivos da Google, AirBnB, Bloomberg, Twitter, Microsoft, entre outras, Diaz-Canel contestou a política do embargo econômico como o principal entrave para o desenvolvimento tecnológico. A aproximação de Cuba com a Google acontece desde 2014, culminada em 2016 com um acordo firmado com a Etecsa, empresa estatal de telecomunicações, que ampliou o acesso à internet e a hospedagem de sites na ilha.

Apesar de ser o principal buscador na ilha, a Google não oferece todos os serviços, devido embargo. Em 2011, a empresa censurou o canal Cubadebate no Youtube, em 2012 fechou o Google Analytics – serviço de monitoramento da web – com a justificativa de estar obedecendo a lei estadunidense de exportação, e em 2013 o servidor google.com.cu ficou fora do ar por alguns dias.

Depois dessa série de censuras, somente em 2014 houve um diálogo aproximado. A partir desse momento, ficaram disponíveis o download do Google Chrome e o uso da Play Store na ilha. Em 2017, em virtude do acordo com a Etecsa, o serviço Google Global Caché ficou disponível, aumentando em até 10 vezes a velocidade de acesso aos conteúdos do Google.

Em junho de 2018, executivos da Google e um senador estadunidense, Jeff Flake, visitaram a ilha para planejar possíveis áreas de cooperação. Na época, Schmitt avaliou a reunião como positiva, assim como o potencial dos jovens cubanos em trabalhar com informática. Assim, pela primeira vez a Google possibilitou a participação de cubanos em um concurso de programação.

Apesar dos prejuízos do embargo econômico para o acesso à tecnologia, Cuba vem buscando a construção do seu espaço. Em relação a Google ainda há restrição de pelo menos dez serviços, entre eles Google Earth, Google Analytics e Google Voice and Video.

Na Assembleia Geral da ONU, o embargo voltou a ser assunto. Chefes de estados como o próprio Diaz-Canel e Enrique Peña Nieto, do México, contestaram na Cúpula da Paz e na tribuna principal da Assembleia. Entretanto, Donald Trump, além de insistir na condenação ao regime da Venezuela, implicou responsabilidade à Cuba sobre a crise e destacou ainda que o socialismo é o que traz a miséria a todos. Por fim, reforçou que os EUA estão dispostos a cooperar com os “países que nos respeitem e francamente sejam nossos amigos”.

 

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