"É significativo que o Papa se refira aos abusos como um crime, e não só um pecado", afirma Greg Burke

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22 Agosto 2018

“É para Irlanda, para os Estados Unidos, para o Chile, mas não somente. O Papa Francisco escreveu a todo o Povo de Deus e isso significa a todos e a cada um."

A reportagem foi publicada por Religión Digital, 20-08-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Sobre a Carta do Papa dirigida ao Povo de Deus, e publicada neste 20 de agosto, na qual o Pontífice reafirma mais uma vez o sofrimento vivido por muitos menores por causa de abusos sexuais, de poder e de consciência cometidas por “um notável número de clérigos e pessoas consagradas”, o compromisso para garantir a proteção dos menores e dos adultos em situação de vulnerabilidade, Greg Burke, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, destaca o seguinte:

“É para Irlanda, para os Estados Unidos, para o Chile, mas não somente. O Papa Francisco escreveu a todo o Povo de Deus e isso significa a todos e a cada um. É significativo que o Papa se refira aos abusos como um crime, não só um pecado, e que pede perdão. Porém ele é muito consciente de que todos os esforços não serão suficientes para reparar o dano feitos às vítimas”.

“O Papa escutou – adiciona – a muitas vítimas ao decorrer dos anos, e isso claramente se percebe na carta”.

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé destaca as palavras do Pontífice sobre a prescrição dos delitos e da prestação de contas por parte dos culpados.

“O Papa destaca: ‘as feridas nunca prescrevem’”. “Diz que se necessita urgentemente que os culpados prestem contas: não somente os que cometeram esses crimes, mas sim também aqueles que os encobriram, o que em muitos casos incluem-se bispos”.

E conclui:

“Ademais de fazer um chamado à toda Igreja Católica para que se adote as medida de proteção necessárias em todas as instituições, o Papa também pede que todos os crentes se coloquem por si mesmos, com as armas tradicionais para combater o mal: oração e penitência”.

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