Também neste ano as férias do Papa Francisco serão trabalhando, com menos compromissos públicos e mais livros, música, orações e amigos

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29 Junho 2018

Na mesa do quarto 201 de Santa Marta aguardam muitos importantes dossiês.

A informação é publicada por Il sismografo, 28-06-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Após as celebrações no dia 29 da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, no próximo sábado 30 de junho, o papa Francisco vai começar as suas singulares "férias em casa" onde "se não fosse o bispo de Roma, nestas semanas ele iria se dedicar a arrumar portas e janelas, pintar alguns quartos ou arrumar o jardim, talvez terminando o dia com velhos amigos entre lembranças, preocupações e esperanças", nos relata um seu amigo e colaborador que o conhece muito bem há vários anos.

De fato, a partir de julho, o papa terá por cerca de 50 dias menos compromissos e encontros; será um período durante o qual não será realizada a audiência das quartas-feiras, mas os compromissos privados - alguns dos quais organizados por ele próprio - dificilmente diminuirão significativamente.

No entanto, assim que começar este período, no sábado 7 de julho, o Santo Padre vai viajar para Bari para presidir a Jornada ecumênica de oração e reflexão sobre a situação dramática no Oriente Médio, onde vai se encontrar com os chefes de Igrejas e comunidades cristãs da região oriental da Ásia e da Europa. De acordo com o que se soube ontem em Bari, será o terceiro encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Tawadros II. Também vai encontrar novamente, Bartolomeu, Patriarca Ecumênico de Constantinopla.

Neste período de descanso, como todos os anos, o Papa irá ler bastante (durante o ano ele reserva para este período os livros para poder ler com calma e tranquilidade), vai estudar vários dossiês importantes e, é claro, ouvirá muita música, "atividade e prazer que muitas vezes - nos relatam - serve de preâmbulo ao papa Bergoglio para longos momentos de oração e meditação".

E como em todos os períodos de "férias", o Pontífice receberá muitas pessoas, principalmente conhecidos, novos e velhos amigos, colaboradores próximos com os quais, durante o ano, o relacionamento é muitas vezes limitado às questões práticas que precisam ser resolvidas. Jorge Mario Bergoglio é "un buen conversador" e sabe como alimentar-se com grande habilidade do que ele ouve de seus interlocutores, muitas vezes chamados à sua mesa ou ao seu escritório para pedir uma opinião, um parecer técnico abalizado ou simplesmente para uma livre troca de ideias e perspectivas. "O papa Francisco sabe se fazer ouvir, mas também sabe escutar", nos lembram.

Este ano, levando em consideração os vários dossiês suspensos ou adiados, na mesa do quarto n º 201 de Santa Marta matérias importantes e delicados aguardam o Papa Francisco. Aqui estão alguns exemplos entre muitos possíveis: reforma da Cúria e nova Constituição Apostólica; o Relatório e a decisão final sobre Medjugorje; uma formação temática para uma nova encíclica; o Sínodo sobre os jovens, com o qual está pessoalmente empenhado, bem como aquele de 2019 sobre a Amazônia; numerosas e importantes nomeações que, pela primeira vez, tendem a configurar um pontificado com colaboradores escolhidos e não herdados.

O Papa Francisco, apesar do aumento nas horas de descanso, ainda terá que trabalhar bastante. É provável que, como fez nos últimos meses, também organize algumas saídas do Vaticano para visitar grupos e associações com os quais se preocupa.

Diante de um leque tão grande de compromissos, no entanto, há dois encontros próximos que devem ser preparados com cuidado especial: a viagem de dois dias 25 e 26 de agosto à Irlanda para presidir a conclusão do IX Encontro Mundial das Famílias (agendada de 21 a 26 de agosto de 2018 ) e, depois, de 22 a 25 de setembro, a visita aos três países bálticos: Lituânia, Estônia e Letônia.

Em todo caso, depois de cinco anos de pontificado de Francisco, sempre há a possibilidade de alguma surpresa. Vamos aguardar.

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