O sínodo debaterá “abertamente e sem preconceito” sobre aborto, preservativos e homossexualidade

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • O Sínodo Mundial é uma preparação para um futuro Concílio, afirma arcebispo de Praga

    LER MAIS
  • Em carta, Bento XVI diz esperar se encontrar com os seus amigos no céu

    LER MAIS
  • Müller também se recusa, na 'TV do diabo', a participar do Sínodo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


19 Junho 2018

Os jovens pedem uma Igreja "transparente, acolhedora, honesta, atrativa, comunicativa, acessível, alegre e interativa"

A reportagem é de Jesús Bastante, publicado no Religión Digital, 19-6-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Um banho de realidade. Isso é o que se destaca do Instrumentum Laboris  do próximo Sínodo dos Jovens, que foi apresentado ao meio-dia [em Roma] e no qual o Vaticano admite que “muitos jovens católicos não seguem as orientações da moral sexual da Igreja”.

Isso é o que jovens católicos, homens e mulheres, não estão em conformidade, em sua maioria, com os ensinamentos da Igreja sobre temas controversos, como os anticoncepcionais, a homossexualidade, o aborto, o matrimônio ou a questão de gênero, temas sobre os quais “os jovens já discutem livremente sem tabus”.

Ao longo de 67 páginas e 214 pontos, o texto, apresentado pelo cardeal Baldisseri, aceita que deve se debater abertamente e sem preconceitos sobre esses e outros temas, que vão desde o desemprego às novas tecnologias, passando pelos desafios das migrações, o trabalho precário, as novas escravidões, as drogas e, inclusive, o papel da mulher.

A corrupção ou a pederastia são outros dos pontos que os jovens consideram relevantes. Assim se admite, há muitos jovens que a Igreja supõe uma presença “molesta e irritante”. Frente aos escândalos, reclamam à instituição que “fortaleça sua política de tolerância zero contra o abuso sexual dentro das suas instituições”. E, ademais, que saiba comunicar sua mensagem, “justificando suas posições doutrinais e éticas frente à sociedade contemporânea”.

Os jovens, ademais, querem que “a Igreja seja uma instituição que brilhe por seu exemplo, competência, corresponsabilidade e solidez cultural” e que “compartilhe da sua situação de vida” e “não sejam apenas sermões”.

Sobretudo, adiciona, pede-se à “hierarquia eclesiástica” que a Igreja seja “transparente, acolhedora, honesta, atrativa, comunicativa, acessível, alegre e interativa”.

A intenção do documento, que servirá de base aos debates do Sínodo (entre 3 e 24 de outubro), é “dar voz” aos jovens, já que a discussão sinodal está reservada aos bispos. Neste sentido, o documento se compromete “a abrir, e não a fechar, a plantar perguntas e suscitar interrogações, sem sugerir respostas preestabelecidas”. Para que os jovens sintam que o Sínodo lhes concede o “protagonismo real” que merecem. Que a Igreja lhes trate de forma séria.

“Os jovens desejam uma Igreja autêntica, uma comunidade transparente, acolhedora, honesta, atrativa, comunicativa, acessível, alegre e interativa”, agrega o Instrumentum Laboris, que se divide em três partes: Reconhecer, Interpretar e Escolher. Uma vertente do Ver, julgar e agir, com uma variante: neste caso não se buscam soluções finais, mas sim “passos concretos”, ante uma realidade que, em ocasiões, afasta os jovens da Igreja.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O sínodo debaterá “abertamente e sem preconceito” sobre aborto, preservativos e homossexualidade - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV