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22 Março 2018

Como aconteceu que de uma hora para outra o presente e o futuro começaram a nos assustar? Por que estudiosos e juristas acreditam que a democracia não seja compatível com a tecnologia e o mundo digital? A capacidade de influenciar o processo de formação do consenso - como demonstra o caso Facebook-Cambridge Analytica para as eleições estadunidenses de 2016 - não nos ajuda. Mas basta isso para que nos esqueçamos o que foi o século XX em termos de manipulação das consciências? O século dos autoritarismos que provocaram dezenas de milhões de mortes? No entanto, nem Hitler, nem Mussolini, nem Stalin ou Pol Pot tinham internet e as redes sociais à sua disposição.

O comentário é de Massimo Russo, jornalista italiano que foi diretor da Wired Italia, publicado por La Repubblica, 18-03-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

É suficiente reler Walter Lippmann, que no início do século passado descrevia como se manipula a opinião pública, ou a psicologia das massas de Elias Canetti, para recompor um cenário mais plausível. Realmente a nossa sociedade nunca foi tão dividida como agora? Como podemos acreditar nisso justamente nos dias em que lembramos do sequestro e assassinato de Aldo Moro, em um período em que, como escreve Ézio Mauro,o terrorismo na Itália causou "600 mortos e três mil feridos"? E isso, enquanto na Alemanha se alastrava a RAF na Grã-Bretanha o IRA e na Espanha o ETA?

Na verdade, a tecnologia e a inovação trouxeram melhores condições de vida e paz. Entre 1993 e 2012 a população em extrema pobreza foi reduzida para metade, enquanto o Índice Global da Paz reconhece que em 2017 a situação mundial teve uma lenta melhora. Então? Como diria James Carville, estrategista das campanhas de Bill Clinton no início da década de 1990: "It’s the economy, stupid".

São a globalização e a desigualdade que nos causam medo. Na Itália, mais do que em outros lugares, as dificuldades da classe média. Os temores daqueles que se sentem excluídos. No mercado do medo, com o objetivo de oferecer um bode expiatório, trabalham os populistas de hoje, como aqueles de ontem. O estabelecimento em nível global de empresas que têm um faturamento superior ao PIB de muitos países coloca em crise os instrumentos e as regras dos Estados nacionais democráticos. Tributação, representação, direitos de propriedade intelectual, soberania, gestão de dados pessoais, proteção da concorrência, redistribuição da riqueza são colocados sob o toque por um desenvolvimento que é muito mais rápido do que nossa capacidade de interpretá-lo.

A experiência da China mostra que não existe correspondência entre inovação, bem-estar, abertura ao mercado e democracia. Na verdade, é possível ao mesmo tempo ser um dos países com maior crescimento, com as tecnologias mais avançadas em termos de inteligência artificial, internet das coisas, genética e realizar o controle social perfeito. Há alguns meses, o governo de Pequim liberou o documento de identidade no ambiente WeChat, a principal mídia social do país, da qual participam mais de 900 milhões de habitantes. A China, há poucos dias, não só deu o sinal verde para a eleição vitalícia do líder Xi Jinping, mas também estabeleceu que os cidadãos que não tiverem uma pontuação social suficiente, não poderão mais viajar.

Isso confirma a magnitude do desafio: manter unidas inovação e regras novas, participação, direitos e tecnologia. A fazer isso é conclamada a política hoje, desde que tenha fôlego para tanto. Se olharmos para o passado, vamos fazê-lo para buscar inspiração. E roubar as palavras do último discurso de Aldo Moro antes do sequestro, há 40 anos: "Precisamos ser corajosos e confiantes ao mesmo tempo, é hora de viver o tempo que nos é oferecido".

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