Francisco, com um pé na América Latina, recebe presidentes da Bolívia e do Equador

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18 Dezembro 2017

Com os presidentes da Bolívia e do Equador, o Papa Francisco enfrentou questões de importância vital para a região da América Latina: a proteção ambiental, o respeito pelos povos indígenas, o desenvolvimento da legalidade e a luta contra a corrupção. O pontífice argentino se reuniu com os presidentes Evo Morales e Lenin Boltaire Moreno Garcés (o primeiro foi recepcionado na última sexta e o segundo hoje pela manhã) no Vaticano, em duas audiências que parecem estar preparando os principais argumentos de sua próxima viagem internacional (do dia 15 ao dia 22 de janeiro de 2018) ao Chile e ao Peru. Em relação ao primeiro destes países, o presidente boliviano lembrou a discussão secular que será resolvida na Corte Internacional de Haia, para que a Bolívia conte com uma saída para o mar. A audiência com Morales durou cerca de 28 minutos, enquanto que a reunião com o Presidente da República do Equador durou cerca de 42 minutos.

As informações são publicadas por Vatican Insider, 17-12-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

Nos colóquios cordiais, conforme definido pelo Escritório de Imprensa do Vaticano, expressou apreço pela contribuição da Igreja em ambos os países latino-americanos, com o objetivo de assegurar o desenvolvimento humano, cultural e social da população. Este quinto encontro entre o Papa e Morales, começou com um tom amigável. "Irmão Papa, bom dia!", disse o presidente boliviano em sua chegada, ao que Jorge Mario Bergoglio respondeu com um efusivo: "Evo!". Durante os primeiros momentos da conversação, na qual estiveram presentes alguns jornalistas, o Papa e Morales brincaram um pouco: "Parece rejuvenescido!", e o Papa disse: "Sim, é o que todos dizem: o trabalho faz bem". Depois da audiência com Francisco, Evo Morales se reuniu com o Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin, e Dom Paul Richard Gallagher, Secretário para as Relações com os Estados, que também se reuniu na semana passada com o sub-secretário de Relações Exteriores do Chile, Edgardo Riveros Marín, no que pareceu ser uma reunião de mediação para solucionar a questão da saída para o oceano Pacífico, tão desejada pelo estado boliviano.

Justamente um pouco antes da chegada do presidente Morales à Roma, a Agência Boliviana de Informação destacou, desde La Paz, que o encontro com o Papa acontece um mês depois da visita do Papa ao Chile, país com o qual a Bolívia tenta resolver uma disputa marítima, que depende da decisão da Corte Internacional de Justiça de Haia, em que ambos os países apresentaram seus respectivos relatórios e se preparam para começar, no próximo ano, os argumentos orais, com o objetivo de "negociar uma saída soberana para o Pacífico". O ministro das Relações Exteriores boliviano, Fernando Huanacuni, também anunciou que este argumento seria tratado durante o encontro com o Papa. E entre os membros da delegação que acompanhou Morales ao Vaticano estava Eduardo Rodriguez Veltse, representante do governo boliviano diante da Corte de Haia. Provavelmente exista desde ontem um intermediário de nível elevado, a diplomacia vaticana, para ajudar a limar as asperezas e encontrar a melhor solução para ambos os estados, sobretudo em vista da próxima viagem do apostólica do papa ao Chile.

No entanto, o Papa Francisco e os presidentes boliviano e equatoriano também enfrentaram outros argumentos de fundamental relevância para as populações latino-americanos, principalmente os problemas que afetam o meio ambiente (como também é demonstrado pela preocupação do Papa pelos habitantes e as terras da Amazônia, ao ter convocado um Sínodo de bispos específico para 2019).

Durante o encontro com o presidente Lenin Moreno Garcés, segundo indicou o Escritório de Imprensa vaticano em um comunicado, foi evocado "o papel peculiar do cristianismo na identidade do país", além da "importância do diálogo para enfrentar os desafios fundamentais da sociedade". Os temas sobre os quais houve uma reflexão no encontro privado foram, diz a nota, "o respeito aos povos indígenas e sua cultura, além da proteção ambiental", bem como "a situação política e social da região, com atenção nos esforços que visam favorecer o desenvolvimento e promover a legalidade".

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