América Latina. A Igreja é, de longe, a instituição mais confiável para os latino-americanos

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31 Outubro 2017

A Igreja é a instituição que goza do maior grau de confiança, com 65%, em quase todos os países da América Latina (menos no Chile e no Uruguai), seguida das Forças Armadas, da polícia e da instituição eleitoral. Honduras, Paraguai e Guatemala são os três países onde a instituição eclesial é mais credível. Chile e Uruguai são os que menos confiam nela. Em 16 dos 20 países, a confiança na Igreja é superior à metade da população.

A reportagem é de José Manuel Vidal, publicada por Religión Digital, 29-10-2017. A tradução é do Cepat.

Entre as instituições nas quais os latino-americanos menos confiam estão o poder judiciário, o Governo, o Congresso e, por último, os partidos políticos.

Para estabelecer uma comparação, enquanto 65% dos latino-americanos confiam na Igreja, apenas 15% confiam nos partidos políticos, a instituição com menor credibilidade para os latino-americanos.

Segundo o Latinobarómetro, a confiança na igreja teve uma evolução com três altos e baixos, a partir de 1995. No total, baixando de 76%, em 1995, para 65%, em 2017, com pontuações menores, com 62%, em 2003, e 64%, em 2011.

Historicamente, a ‘Igreja’ teve os maiores graus de confiança nos países da América Central. Isto se confirma em 2017, começando com Honduras, onde a Igreja atinge 78% de confiança, muito acima da média regional. Só no caso de El Salvador, com 62%, é que a Igreja conta com uma confiança abaixo dos 70% na América Central. No total, há 10 países com mais de 70% de confiança. Em seguida, observamos seis países com confianças entre 55% e 69%.

 

Finalmente, dois países com baixa confiança: Uruguai e Chile com 41% e 36%, respectivamente, são os dois países com o menor grau de confiança, que se explica pela alta porcentagem de agnósticos, ateus e pessoas sem religião que esses dois países possuem (superior a 25% da população).

Como vemos, a confiança na Igreja que esconde a média de 65% está influenciando por dois países onde há um indicador muito abaixo da média, no entanto, nos outros dez e seis países, a confiança é superior à metade da população.

O caso do Chile

Para Jaime Coiro, porta-voz da Conferência Episcopal, os resultados do Chile têm a ver com um declive generalizado na confiança em instituições. “Nos anos 1970, 1980 e parte dos 1990, a Igreja Católica era uma das instituições que mais contava com a confiança dos chilenos, no entanto, ocorreram processos de mudanças culturais”, disse Coiro.

Acrescentou que, “hoje, as instituições são menos respeitadas e qualquer situação que toque em suas autoridades tem um impacto muito peculiar no respeito, adesão e confiança que as pessoas têm nelas”.

 

Embora a pergunta abarque todas as igrejas, no caso particular da Igreja Católica no Chile, o porta-voz da Conferência Episcopal destacou que, “provavelmente, a desconfiança tem a ver com o impacto que tiveram aqui, mais que em outros países, os casos de abuso sexual que envolveram a sacerdotes. É possível que isso explique a baixa tão radical no Chile”.

Não obstante, Coiro sustentou que há uma diferença “entre a confiança na Igreja como instituição versus a expressão de fé das pessoas, que pode se dar desde expressões individuais até manifestações massivas, como são, por exemplo, as visitas a santuários”. Acrescentou que a futura visita do Papa “aponta para uma renovação da fé dos crentes”.

Em outra ordem de questões, sete em cada dez latino-americanos consideram que é necessário priorizar a luta contra a mudança climática, sem se importar com suas consequências negativas para o crescimento econômico, segundo os resultados do Latinobarómetro 2017, divulgados na sexta-feira.

Latinobarómetro é uma pesquisa com amostras nacionais da população de 18 anos ou mais, em 18 países da região (América Central, América do Sul e México), representativas da população de 600 milhões de habitantes da América Latina.

Esta vigésima medição foi realizada entre os dias 22 de junho e 28 de agosto passado, com a aplicação de 20.200 questionários, e seus resultados tem uma margem de erro ao redor de 3%. Além da mudança climática, nesta pesquisa foram medidas as percepções a respeito de assuntos como a democracia, a economia, a confiança, a corrupção e a segurança.

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