Documento do ativista Santiago Maldonado é achado junto a cadáver na Argentina

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Por: Lara Ely | 19 Outubro 2017

Passados 78 dias desde o desaparecimento do ativista ambiental que sumiu durante protesto de mapuches que ocuparam propriedade da Benetton, no Chile, foi encontrado um corpo que pode ser o de Santiago Maldonado. A perícia ainda não confirmou a identidade do cadáver, mas um documento do jovem ativista encontrado junto ao corpo aponta para a resolução do mistério.

Família de Santiago realiza coletiva de imprensa para falar sobre o corpo encontrado

Segundo informação de autoridades oficiais, o cadáver encontrado às margens do rio Chubut, na Patagônia, estaria há 300 metros do lugar onde o jovem foi visto pela última vez. O curso d´agua, que apresenta correnteza, águas transparentes e pouca profundidade, já havia sido rastreado sem sucesso pelo menos outras duas vezes desde o desaparecimento, em 1º de agosto.

Por meio do Facebook, a família de Maldonado se pronunciou reforçando a ideia de que a busca no local onde o corpo foi encontrado já havia sido feita por três vezes, e que até que sejam apresentados os resultados da perícia, não é possível estabelecer a identidade ou causas da morte. Pediu, ainda, respeite ao momento difícil que estão vivendo. 

Na tarde desta quarta-feira, 18-10-17, na cidade de Esquel, a polícia aguardava ordem do juiz Gustavo Lleral para transferir o corpo a Buenos Aires. O translado seria feito com um avião sanitário fornecido pelo Governo, para avançar a identificação do cadáver, que permanece no necrotério do cemitério na cidade patagônica. O corpo será transferido para o necrotério judicial do Corpo Médico Forense, localizado na cidade de Buenos Aires, para realizar a autópsia com a participação de peritos do Supremo Tribunal.

O caso, que mobilizou investigações de Chile e Argentina, colocou o governo do presidente Mauricio Macri e a sua ministra de Segurança, Patricia Bullrich, sob os holofotes. A ministra respaldou a polícia e negou que o Estado tivesse responsabilidade no desaparecimento. Nas últimas semanas, protestos reuniram multidões em Buenos Aires, em que os manifestantes pediam a renúncia de Bullrich e gritavam: "Onde está Santiago Maldonado?". Anteriormente, houve suspeitas de que as investigações estavam sendo conduzidas de forma parcial e, três semanas atrás, um novo juiz passou a liderar o caso.

Como mostra o mapa abaixo, o território mapuche que era objeto da luta do jovem desaparecido, divide-se entre os países Argentina e Chile 


 

A proximidade com a eleição presidencial da Argentina, neste domingo, aquece a opinião pública para uma possível manipulação do aparecimento do corpo. A porta-voz da comunidade mapuche de Cushamen, Soraya Maicoño, disse que o corpo encontrado no rio Chubut foi "plantado" e que "há dois dias, não estava lá, decididamente".

"Há um lugar onde todos nós mostramos que era onde eles o levaram (para Maldonado) e, a partir daí, estaria a cerca de 70 metros de distância. Dizemos que eles plantaram um corpo porque estava em uma colina, onde se podia ver o lugar com clareza e, há dois ou três dias, não havia ninguém”, relatou a porta-voz, que costuma buscar água no local.

Marcha em Buenos Aires

Desde o desaparecimento há mais de dois meses, este foi o primeiro vestígio da aparição do ambientalista. Como o assunto segue sem resolução, organizações de direitos humanos organizaram, na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, uma manifestação para reivindicar respostas sobre o caso Santiago Maldonado.

Recentemente, em passagem pela capital argentina, o vocalista da banda U2 Bono Vox, que é membro da Anistia Internacional, encontrou o presidente Macri e fez pressão por respostas. Na ocasião, também enviou uma carta para os pais de Maldonato, onde se solidariza à dor e tristeza dos familiares e reforça sua intenção de buscar respostas sobre o paradeiro do jovem tatuador.

Com a convocação via Facebook, a mítica praça foi toda cercada por medida de segurança do governo, que convocou, através do Ministério da Segurança, os membros da Polícia Federal e da Força Nacional argentina a estarem disponíveis, caso seja necessária uma ação de repressão por parte da polícia. 

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