O Papa relança o Sínodo para a Igreja na Amazônia

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27 Setembro 2017

O Papa Francisco relança a ideia de um Sínodo para a Igreja na Amazônia: fez isso ontem, enquanto recebia no Vaticano os bispos da Conferência Episcopal do Equador, em visita "ad Limina Apostolorum". Quem relata isso à Rádio Vaticano é D. René Coba Galarza, secretário-geral da Conferência episcopal equatoriana.

A informação é de Griselda Mutual, publicada por Rádio Vaticano, 26-09-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

A região amazônica representa 48 por cento do território do Equador, onde vivem muitas populações indígenas. O Papa insistiu principalmente quanto ao respeito pela identidade desses povos e a proximidade que a Igreja deve lhes oferecer: trata-se de uma obra de inculturação do Evangelho. O grande desafio - disse Francisco - é como tornar credível o Evangelho, sem atropelar as suas crenças, a sua visão de mundo, mas evangelizando as suas raízes, colocando nelas a grande riqueza do Evangelho. O Papa falou da necessidade de "entrar" na cultura indígena, em primeiro lugar, ouvindo, aprendendo a língua e, depois, entrando no coração desses povos. Também, insistiu na importância da presença respeitosa e próxima: a Igreja não deve olhar a partir de fora, mas precisa tornar-se povo para compartilhar com o povo a sua realidade.

Sem dúvida - afirmou D. Coba Galarza - para nós a melhor coisa que pode acontecer a uma pessoa é encontrar Jesus Cristo: essa é a boa notícia e nós queremos nos tornar uma boa notícia para aqueles irmãos. Eles precisam sentir que a boa notícia tem respeito pela sua identidade. São muitos os bispos e sacerdotes que trabalham na Amazônia, compartilhando a vida daqueles povos, de modo que até mesmo a liturgia já se tornou mais próxima.

Os bispos - disse o prelado - estão empenhados na realização desse Sínodo, embora agora estejam preocupados com os desastres climáticos que recentemente atingiram o país: terremotos, inundações, furacões. Mas o compromisso com a Amazônia continua forte, principalmente diante da questão da exploração pela mineração que devasta a região, da qual os povos nativos sentem que estão sendo afastados: a Igreja sempre tem estado perto dos indígenas.

O encontro com os bispos do Equador durou cerca de três horas: transcorreu em uma atmosfera simples e fraterna. Durante a reunião, também foi lembrada a viagem de Francisco ao Equador, em julho de 2015. O Papa - disse Mons. Coba Galarza - ressaltou que somos uma Igreja latino-americana, comprometida com a missão continental; ouviu muito e sobre alguns temas nos disse: "Eu não tenho a resposta. Cabe a vocês o discernimento sobre a vossa realidade concreta e a partir daí, da vida concreta, entender como responder".

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