''Católicos: aliados, amigos, irmãos.'' O histórico documento dos rabinos

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01 Setembro 2017

Um passo histórico, à distância de 50 anos da Nostra aetate, no compromisso do diálogo entre judaísmo e Igreja Católica foi dado nas últimas horas. O documento (clique aqui para baixá-lo, no original, em inglês) apresentado nessa quinta-feira, 31, no Vaticano ao Papa Bergoglio por uma delegação formada por três das principais instituições rabínicas internacionais – a Conferência dos Rabinos Europeus, o Rabinato Central de Israel e o Conselho Rabínico da América – tem um valor fundamental nas relações entre as duas realidades.

A reportagem é de Daniel Reichel, publicada no sítio Moked, o portal dos judeus italianos, 31-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Pela primeira vez, o Rabinato Ortodoxo Internacional deu uma resposta unitária sobre o tema do diálogo inter-religioso com a Igreja Católica.

“Apesar das irreconciliáveis diferenças teológicas, nós, judeus, consideramos os católicos como nossos parceiros, como estreitos aliados, amigos, irmãos na busca comum de um mundo melhor que seja abençoado pela paz, pela justiça social e pela segurança”, afirma o documento intitulado “Entre Jerusalém e Roma: reflexões sobre os 50 anos da Nostra aetate e que foi entregue ao pontífice pela delegação composta, entre outros, pelo rabino Pinchas Goldschmidt, rabino-chefe de Moscou e presidente da Conferência dos Rabinos Europeus, o vice-presidente e rabino chefe de Roma, Riccardo Di Segni, o rabino Ratzon Arusi, presidente da Comissão do Rabinato Central de Israel para as Relações Religiosas, o rabino Elazar Muskin, presidente do Conselho Rabínico da América.

No texto, por um lado, recordam-se os sofrimentos padecidos por séculos pela minoria judaica por causa do antissemitismo de matriz cristã; por outro, os grandes passos dados pela Igreja ao reconhecer as suas responsabilidades, que culminaram na Nostra aetate (1965): declaração com a qual, há 50 anos, a Igreja “iniciou um processo de introspecção que, cada vez mais, despojou a sua doutrina de qualquer hostilidade em relação aos judeus, permitindo fazer crescer a confiança e a amizade entre as nossas respectivas comunidades de fé”, diz o documento dos rabinos.

“Foi um momento de valor histórico”, explica o rabino Goldschmidt. “Nunca antes dentro do mundo ortodoxo, tinha se demonstrado tal unidade transversal com a participação da Europa, de Israel e dos Estados Unidos sobre o tema do diálogo com a Igreja.”

No documento – sobre o qual houve um trabalho de dois anos – apresentado a Bergoglio, não se fala apenas do passado e dos passos dados, mas também se olha para o futuro.

“A liberdade religiosa está cada vez mais ameaçada, e judeus e católicos têm uma dupla frente comum para combater: por um lado, o extremismo secular, por outro, o religioso”, continua o presidente da Conferência dos Rabinos Europeus, citando, por um lado, aqueles movimentos xenófobos que afetam as liberdades religiosas e confundem, por exemplo, o Islã como religião com o radicalismo; por outro, justamente a ameaça da versão extremizada e distorcida do Islã, “que causa vítimas no Oriente Médio e em todo o mundo”.

“O documento representa a possibilidade de fazer, junto com a Igreja, coisas concretas no mundo”, explica o rabino Di Segni, entre os protagonistas do encontro com Bergoglio pela manhã. Encontro que o rabino definiu como “muito cordial”.

“Mas o importante é o que está por trás: uma parte muito relevante do judaísmo ortodoxo encontrou um acordo e produziu um texto compartilhado sobre o diálogo, reparando também documentos que foram publicado no passado, que continham aspectos discutíveis a partir do ponto de vista doutrinal.”

O rabino-chefe da capital italiana ressaltou ainda como a resposta judaica à Nostra aetate é importante, porque “a produção no campo judaico sobre a questão da relação com a Igreja é consideravelmente menor do que a da direção oposta (a produção da Igreja sobre a relação com o judaísmo)”.

“A distância teológica existe e não pode ser preenchida”, reitera o rabino, ressaltando, por outro lado, que este não é um obstáculo para atuar em outras frentes.

Sobre o lado católico, o padre Norbert Hofmann, secretário da Comissão para as Relações Religiosas com o Judaísmo, quem conta as suas impressões. “De nossa parte, esse documento foi acolhido com grande calor, como um pequeno milagre. Nunca antes, três organizações rabínicas ortodoxas falaram de modo unitário e, assim, positivo da promoção do diálogo. Ler palavras como ‘estreitos aliados, amigos, irmãos’ é muito importante.”

Durante o encontro, Bergoglio lembrou que o documento “reconhece que, ‘apesar das profundas diferenças teológicas, católicos e judeus compartilham crenças comuns’ e ‘a afirmação de que as religiões devem utilizar o comportamento moral e a educação religiosa – não a guerra, a coerção ou a pressão social – para exercer sua capacidade de influenciar e de inspirar. É tão importante isto: que o Eterno possa abençoar e iluminar a nossa colaboração, para que, juntos, possamos acolher e implementar cada vez melhor.”

Sobre a contribuição de Bergoglio para as relações com o mundo judaico, o rabino Ratzon Arusi, presidente da Comissão do Rabinato Central de Israel para as Relações Religiosas, lembra as palavras do pontífice sobre o antissemitismo moderno. “Bergoglio reconheceu a nova forma de antissemitismo, isto é, aquela dirigida a atacar e a deslegitimar Israel”, explicou o rabino Arusi, ressaltando a importância dessa passagem.

“O nosso compromisso com a Igreja deve, depois, mobilizar o maior número de pessoas possível – acrescenta Arusi – para que cesse esse ódio constante contra o outro, contra o estrangeiro.”

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