Filhos de padres: “As crianças são a prioridade”, afirma cardeal O’Malley

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25 Agosto 2017

“O dom da vida deve ser protegido e cuidado em todas as circunstâncias. Toda criança é um dom precioso de Deus e merece respeito.” Portanto, “se um padre é pai de uma criança, ele tem a obrigação moral de deixar o ministério e providenciar o cuidado e as exigências da mãe e do filho”. Com essas palavras, o cardeal arcebispo de Boston, Sean O’Malley, comenta os resultados da investigação publicada no dia 16 de agosto passado pelo Boston Globe, intitulada “Os filhos dos padres católicos vivem em segredo e na tristeza”.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 23-08-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O relatório – realizado, entre outros, por Michael Rezendes, um dos jornalistas que lançou, anos atrás, com os colegas, a grande investigação sobre a pedofilia do clero nos Estados Unidos, começando pelos casos de Boston, que se tornou famosa em todo o mundo graças ao filme Prêmio Oscar em 2016 Spotlight – fala do destino de inúmeras crianças, filhas de sacerdotes e, portanto, de relações não admitidas pela da Igreja, que crescem no abandono e na solidão.

De acordo com o purpurado, também membro do C9 e presidente da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, o bem-estar dessas crianças é “a mais alta prioridade”.

“No momento da sua ordenação – explica – os padres católicos fazem uma promessa de celibato na Igreja e se comprometem a servir, assim, as pessoas. Se um padre é pai de uma criança, ele tem a obrigação moral de deixar o ministério e providenciar o cuidado e as exigências da mãe e do filho. O bem-estar deles é a mais alta prioridade”.

O’Malley também revela que, ainda no ano passado, a comissão por ele presidida tinha recebido cartas referentes a casos de filhos de sacerdotes, mas, “depois de uma atenta avaliação”, concordou-se que o tema ia além do mandato confiado ao órgão.

“A comissão – enfatiza o purpurado – busca auxiliar as dioceses na implementação de programas de prevenção dos abusos sexuais. Não é da nossa responsabilidade entrar em casos individuais.”

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