Padres centro-africanos usam o Facebook para manifestar indignação e pedir ajuda

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24 Agosto 2017

Padres cujas localidades onde vivem foram atacadas estão usando o Facebook para expressar indignação e pedir ajuda.

Um padre acusou um corpo de paz da ONU de abandonar deliberadamente o município e deixar os paroquianos serem mortos pelos rebeldes.

“Vocês foram alertados, mas deliberadamente decidiram abandonar este município”, disse o Pe. Jean-Alain Zembi, pároco da Paróquia de Zemio, na fronteira do país com o Congo.

“Esta comunidade está sendo sacrificada, e eu irei responsabilizá-los por todos os mortos e pelos que se preparam para morrer”.

A informação é publicada por Catholic News Service, 23-08-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Numa mensagem em 20 de agosto, o padre disse que 30 pessoas pelo menos foram assassinadas quando grupos armados atacaram a sede da polícia e um hospital, queimando casas e roubando objetos de valor.

O religioso acrescentou que as tropas marroquinas da missão militar apoiada pela ONU, chamadas “Minusca”, haviam tentado proteger os civis, mas não conseguiram impedir “que mulheres e crianças inocentes se tornassem vítimas”.

Enquanto isso, um outro sacerdote católico, o Pe. Desire Kpangou, disse que os perpetradores dos ataques vestiam turbantes e não falavam francês tampouco a língua local, o sango, dando a entender que vieram do Sudão.

“Se não vierem logo desarmar estas pessoas, iremos precisar organizar confissões, uma missa final e o viático [comunhão eucarística e unção dadas aos que estão prestes a morrer], além de nos preparar e preparar o restante das pessoas deslocadas aqui para o pior”, disse Kpangou às forças da ONU via Facebook.

Organizações de ajuda humanitária informam uma escalada da violência em 2017 na República Centro-Africana, um dos países mais pobres do mundo. A violência perpetrada ocorre principalmente entre grupos armados do Seleka, movimento rebelde de predominância muçulmana que rapidamente tomou subiu ao poder em 2013, e uma milícia majoritariamente cristã, chamada Anti-Balaka.

Em comunicado emitido no dia 19 de agosto, funcionários da ONU anunciaram um novo programa humanitário, depois que dezenas de civis morreram em ataques a quatro cidades.

No dia 21, o jornal Le Monde informou que 80% do país estava sob o controle de grupos armados, incluindo uma “miríade de milícias locais e mercenários de estados vizinhos”.

Zembi contou à Agencia France-Presse em 10 de agosto que a localidade onde mora, a 625 milhas da capital, Bangui, estava “em chamas” desde 28 de junho, quando grupos armados a invadiram, cortando linhas telefônicas e forçando a metade dos 50 mil habitantes a fugir.

Ele acrescentou que corpos foram deixados na rua, do lado de fora da casa paroquial, enquanto alimentos, água e medicamentos já estavam esgotados. Zembi disse também que as organizações humanitárias se retiraram do município e que as forças de paz estavam proibidas de intervir “por cláusulas em seus contratos”.

Os católicos formam um terço dos 4.5 milhões de habitantes da República Centro-Africana e são amplamente saudados por abrigarem pessoas deslocadas ao longo do país.

O presidente Faustin-Archange Touadera assumiu o poder em março de 2016 prometendo estabilidade e reconstrução.

O Minusca, com 12,870 membros, deslocados para o país após uma resolução da ONU em 2014, tem a tarefa de “facilitar a ajuda humanitária; a promoção e proteção dos direitos humanos; o apoio à justiça e ao Estado de direito; e o desarmamento, a desmobilização, a reintegração e os processos de repatriação”, segundo o sítio eletrônico da entidade, o qual também lista a proteção aos civis como a sua “máxima prioridade”.

Em nota de 7 de agosto, Stephen O’Brien, subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários, disse que via “os primeiros sinais de genocídio” na República Centro-Africana.

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