A Igreja australiana não pagará a defesa do cardeal Pell

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30 Junho 2017

A Arquidiocese de Sidney confirmou nesta quinta-feira que o cardeal George Pell, encarregado das Finanças do Vaticano, retornará ao país “assim que for possível” após ser indiciado pela polícia australiana por supostos crimes de pederastia e convocá-lo a comparecer perante um tribunal, mas precisou que não pagará os custos de sua defesa.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 29-06-2017. A tradução é de André Langer.

Em um comunicado assinado pelo arcebispo, Anthony Fisher, a diocese recordou que Pell negou as acusações e que seu retorno dependerá da recomendação dos médicos sobre o seu estado de saúde.

“O cardeal Pell regressará à Austrália o mais rápido possível para limpar seu nome seguindo o conselho e a aprovação dos seus médicos, que também vão assessorá-lo nos seus trâmites para a viagem”, diz o comunicado. No entanto, o próprio cardeal já anunciou que voltará ao seu país para se defender, motivo pelo qual pediu – e obteve – uma licença do Papa Francisco.

A nota acrescenta que “a Arquidiocese ajudará com as acomodações e o apoio ao cardeal, como faria com qualquer um dos seus bispos ou sacerdotes”, mas deixa claro que “não é responsável pelos custos legais resultantes deste processo”.

O texto também diz que as supostas vítimas do cardeal “devem ser ouvidas com respeito e compaixão e suas denúncias investigadas e tratadas de acordo com a lei”. “Agora temos que dar lugar à busca imparcial da justiça”, dez a nota.

Por último, o arcebispo Fisher pede a todos para “que rezem pela verdade e pela justiça neste caso [e] pela nossa Igreja neste momento difícil”, ao mesmo tempo “que continuem a rezar por todos aqueles que foram vítimas dos abusos sexuais”.

A Polícia do Estado australiano de Victoria indiciou, nesta quinta-feira, o cardeal Pell por supostos delitos de pederastia – embora não tenha especificado a natureza nem o número dos crimes pelos quais está sendo acusado – e o convocou a comparecer perante um tribunal no mês que vem.

Pell, máximo representante da Igreja católica australiana, é suspeito de ter abusado sexualmente de menores quando era sacerdote na cidade de Ballarat (1976-80) e quando foi arcebispo de Melbourne (1996-2001); ambas as cidades ficam no Estado de Victoria.

As supostas vítimas de Pell, “animadas” com o indiciamento

Enquanto isso, em Ballarat, duas das supostas vítimas de Pell mostraram-se “animadas” com a notícia do indiciamento do cardeal apresentado pela polícia vitoriana.

Em declarações à Fairfax Media, Ingrid Irwin, a advogada do povo australiano, que representa dois dos meninos supostamente abusados pelo cardeal, afirmou que “durante muito tempo, estes homens tinham muito medo de fazer a denúncia devido ao poder da Igreja católica”, mas que a incriminação do cardeal “mostrou que George Pell não está acima da lei”.

“Os dois se sentem justificados, porque é um reconhecimento”, prosseguiu a advogada. “Estes homens viveram em uma zona cinzenta durante dois anos: foi um grande risco tornar a denúncia pública e esperaram por esse momento”.

Hora de o Papa abrir uma investigação canônica contra o cardeal?

Se o indiciamento do cardeal George Pell pelos supostos crimes de pederastia tem algum significado – pelo menos ao nível do Vaticano –, este reside no fato de que os muros que protegiam a Santa Sé do exame do mundo no que diz respeito à proteção de menores começaram a cair.

Essa é a opinião do padre Thomas Doyle, especialista estadunidense em abuso sexual de crianças na Igreja, que declarou ao National Catholic Reporter que é conveniente que Pell seja afastado do seu cargo como prefeito da Secretaria para a Economia do Vaticano enquanto as investigações estiverem em andamento. Não apenas isso. Na opinião do especialista, já está na hora, após o indiciamento do cardeal Pell, de o Papa “começar a considerar seriamente” a possibilidade de instaurar um processo canônico contra o cardeal australiano.

O caso Pell, acrescenta Doyle, demonstra que “grande parte da proteção com que [a Igreja] contou durante tanto tempo está começando a desmoronar”. “As defesas com que a Santa Sé poderia contar”, em termos do, talvez, exagerado respeito que outros países mundo afora nutriam por ela, “estão agora em uma posição precária”.

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