Francisco presta homenagem a Dom Milani e Dom Mazzolari: "Esta visita vai marcar a história da Igreja"

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22 Junho 2017

Com Sergio Tanzarella, professor de História da Igreja na Faculdade de Teologia da Itália meridional em Nápoles e na Universidade Gregoriana em Roma e um dos quatro editores de todas as obras do Padre Milani para Meridiani Mondadori, vamos aprofundar o significado da visita do papa Francisco a Bozzolo e Barbiana.

A entrevista é de Luca Kocci, publicada por Manifesto, 21-06-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

“Certamente não tem um valor de reabilitação - explica Tanzarella - aqueles que deveriam ser reabilitados, caso fosse possível, seriam os perseguidores e não dois padres como Mazzolari e Milani alinhados no lado dos pobres, e eles próprios pobres. A peregrinação ao túmulo é mais um sinal da mudança que Francisco iniciou na Igreja Católica. Os perseguidos dos anos 1950 são reconhecidos como um exemplo para os cristãos do presente. É um fato extraordinário, destinado a marcar a história da Igreja e da Igreja italiana".

Eis a entrevista

No próximo dia 18 de setembro vai ser aberto o processo de beatificação de Dom Mazzolari, que pouco antes de sua morte, depois de anos de ostracismo, teve um importante reconhecimento por parte de João XXIII.

Quando tudo já estava pronto para a suspensão de Mazzolari (que já tinha sido investigado pelo Santo Ofício e sofrido inúmeras repreensões menores, tais como ser impedido de escrever artigos) o papa Roncalli recebeu-o em audiência no Vaticano, chamando-o "a trombeta do Espírito Santo no vale padano", e depois o convidou a participar em Roma dos trabalhados de preparação do Concílio Vaticano II. Não aconteceu sua participação apenas porque ele morreu antes.

Nada em relação a Dom Milani, pelo menos antes desses últimos anos?

Para Milani a transferência para Barbiana foi um verdadeiro e próprio exílio, a vontade da instituição eclesiástica de "enterrar" um sacerdote de apenas 30 anos. Depois se seguiram 13 anos de isolamento total por parte da Cúria, ameaças de suspensão e imposições de silêncio. Para essas perseguições não há compensação, mas devemos notar que, apesar de tudo, seus textos e sua ação continuaram a guiar e inspirar muitas pessoas, cristãs e não cristãs. O testemunho deles, com o passar do tempo, foi mais forte do que os perseguidores.

Dom Milani foi manipulado?

A mensagem de Milani está constantemente sujeita a apropriações e normalizações.

Por ser perigoso, parece ser necessário embalsamá-lo e, principalmente, ignorar as fontes. Como explicar de outra forma a recente celebração de Milani pela Ministra da Educação Fedeli, chefe de um ministério que realiza a alternância escola-trabalho nos quartéis, que celebra a Primeira Guerra Mundial, que assina acordos com as Forças Armadas? Ou os dirigentes do ministério jamais leram uma linha das cartas aos capelães militares e aos juízes, ou estamos diante da enésima mistificação.

Como também é mistificação pensar que os "métodos de Barbiana" foram introduzidos nas escolas, transmutando Milani em um pedagogo. Mas, como dizia Milani, o que importa não é um método, mas como é preciso ser para poder ensinar”.

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