“Há preocupação por Trump, mas esperamos que as coisas mudem”, afirma cardeal Turkson

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31 Março 2017

“Há um pouco de preocupação, mas, felizmente, também há vozes em desacordo e contra”. É o que disse o cardeal de Gana, Peter Kodwo Appiah Turkson, sobre as posições do presidente estadunidense Donald Trump e sobre sua atitude para com os países em vias de desenvolvimento. O Presidente do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral respondeu as perguntas de alguns jornalistas, hoje pela manhã, em Roma, por ocasião da apresentação de um Congresso sobre as “Perspectivas para o serviço do desenvolvimento humano integral, há 50 anos da “Populorum Progressio”, que será realizado nos dias 3 e 4 de abril.

A reportagem é publicada por Vatican Insider, 30-03-2017. A tradução é do Cepat.

“Há partes da sociedade estadunidense que não concordam com as posturas do Presidente Trump”, disse o cardeal, e este seria o sinal de que “há uma parte da sociedade estadunidense que, pouco a pouco, levanta a sua voz, usando outra linguagem: espera-se que o próprio Trump comece a revisar algumas de suas decisões”. O novo presidente dos Estados Unidos, de fato, “está cumprindo as promessas que fez durante a campanha eleitoral”. “Espero – ressaltou Turkson – que se dê conta da dissonância entre a realidade das coisas e as expressões de campanha eleitoral. Temos muita esperança em que as coisas mudem”.

O cardeal também recordou que “diferentes membros do episcopado estadunidense já se expressaram sobre as posturas do Presidente e poderia ter certa influência”. Ao mesmo tempo, observou, “há outra potência mundial, como a China, que está revisando suas posturas, por exemplo, em relação aos esforços para ter sob controle as temperaturas, âmbito para o qual prometeu investir sete milhões de dólares, e se espera que não seja simplesmente porque se trata de um país com cada vez mais poluição atmosférica e contaminação”.

Quando lhe perguntaram sobre a questão migratória, Turkson disse que “é como água que corre da torneira. Não só é necessário secá-la, mas é preciso fechar a torneira”. Os movimentos migratórios, acrescentou, são “um fenômeno de longo prazo, por isso seria necessário promover programas com maior sistematicidade e “fechar a torneira”, promovendo projetos nos países dos quais os migrantes derivam para prevenir que as pessoas se vejam obrigadas a migrar”.

Segundo o cardeal de Gana, outra das prioridades é “permitir o acesso aos mercados por parte dos países em vias de desenvolvimento”. E também insistiu na “preocupação que a chegada de tantas populações suscita nos países em que há uma diminuição demográfica. Onde há mais hóspedes que filhos, sempre há tensão. Dar asilo é factível quando há segurança na demografia local, mas quando estamos diante da presença de uma diminuição dos nascimentos, a chegada destas pessoas preocupa as populações locais”. “O nascimento dos nacionalismos deriva justamente disto, da preocupação, por parte de um país, de se ver transbordado pela chegada massiva de novas populações”, concluiu.

A esse respeito, também interveio o arcebispo Silvano Maria Tomasi, secretário delegado do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, ex-observador permanente da Santa Sé ante a ONU de Genebra: “É preciso sermos um pouco mais cautelosos. Estes acordos que a União Europeia está fazendo com diferentes países de imigração para o regresso dos diferentes cidadãos que chegaram, presume-se ilegal... Porque todos os países da União Europeia ratificaram a convenção sobre os refugiados. Portanto, é preciso estarem certos de que estas pessoas que têm direito ao asilo podem contar com a possibilidade de pedi-lo e obtê-lo, e de ser escutados individualmente”.

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