Durante o retiro espiritual da Cúria, Papa arrecada 100 mil euros entre cardeais e bispos para os pobres de Aleppo

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13 Março 2017

Com um gesto sem precedentes nos retiros papais, Francisco pediu que os 60 participantes fizessem uma contribuição para ajudar a população da cidade síria martirizada pela guerra.

A reportagem é de Luigi Accattoli, publicada por Corriere della Sera, 10-03-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Uma coleta entre os cardeais e os bispos da Cúria Romana para enviar 100 mil euros para os “pobres de Aleppo”: é a notícia do último dia dos exercícios de Quaresma dos curiais com o papa, no retiro de Ariccia. O fato é sem precedentes nos retiros papais e corrige, por um instante, a imagem consolidada – mas, em parte, abusada – das riquezas do Vaticano.

De fato, ao ouvir que Francisco enviará essa soma aos católicos de Aleppo, martirizados por bombas, fome e doenças, alguém pode pensar: é um belo gesto, mas não custa nada, nem ao papa nem aos seus, porque vai ser o IOR, ou alguma outra administração vaticana, que irá sustentar a despesa. Mas não é assim: desta vez, foram os 60 participantes do retiro que desembolsaram o dinheiro dos próprios bolsos.

Os Exercícios começaram na tarde do domingo, 4 de março: os chefes de dicastério e os seus vices subiram em dois ônibus – o último a subir foi o papa, com a sua maleta preta – e dirigiram-se à casa “Divin Maestro”, de Ariccia (26 km ao sul de Roma), onde ficaram em silêncio e em oração até a metade da manhã de sexta-feira, 10. E, nesse sábado, voltaram para Roma.

Os Exercícios residenciais são feitos desde o pontificado de Francisco; antes, eram feitos no Vaticano. Este ano, durante as refeições, era lido – por proposta do pregador dos Exercícios, o franciscano Giulio Michelini – um livro do pároco de Aleppo, ele também franciscano, Ibrahim Alsabagh, intitulado Un istante prima dell’alba [Um instante antes da aurora] (Edizioni Terra Santa, 2016 ), que é um diário da guerra que, durante quatro anos, atormentou aquela cidade. Impressionados pela leitura, o papa e os seus colaboradores decidiram dedicar à Síria a celebração da missa da sexta-feira de manhã e colocaram a mão nas suas carteiras.

Quem coletava as doações era o esmoleiro Konrad Krajewski, que enviará o dinheiro arrecadado – através da Custódia da Terra Santa – ao vigário apostólico de Aleppo dos latinos, Georges Abou Khazen. Uma ajuda providencial do Vaticano, mas, desta vez, não das contas do IOR: dos bolsos daqueles que se comoveram ao ouvir o martírio daquele povo.

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