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20 Fevereiro 2017

Gustavo Gindre

Em pequeno vídeo, Mino Carta entrega a estratégia lulista.
Lula versus Bolsonaro, com uma vitória "inevitável" de Lula.
Hillary acreditou em algo parecido...

Gustavo Gindre

Salvo uma armação legal, Lula é candidatissimo a 2018. E é super legítimo que assim o seja. Lula foi duas vezes eleito presidente da República, fez sua sucessora, lidera as pesquisas de opinião e, independente de minhas enormes críticas, é a maior liderança popular de nossa história. Qualquer pessoa nessas circunstâncias seria candidato.

E aí, obviamente, temos dois cenários possíveis.

Lula vence.

Mas nem o mais otimista imagina que, mesmo com a vitória de Lula, as eleições de 2018 serão algo além de um desastre para o PT. A tendência é que, como ocorreu em 2016, o PT veja reduzida suas bancadas e os cargos no executivo.

Ao mesmo tempo, com uma economia ainda mais primarizada do que em 2002, não haverá desta vez um mega crescimento salvador da China. Não haverá super ciclo das commodities.

Ora, para cada critica que se faz aos governos do PT, a resposta é sempre a mesma: foi o possível diante das circunstâncias.

Por mais que exista a crença de que Lula resolverá tudo sozinho e não precisamos nos preocupar com detalhes, como será um governo de Lula com a esquerda acuada, os movimentos sociais enfraquecidos, o PT destruído e sem os bons ventos chineses? O que será possível fazer nessas circunstâncias? Com um PT ainda mais fraco, quais serão as exigências de governabilidade?

Lula perde.

Não haverá mais idade para 2022. É o fim da linha. A tendência é o PT (hoje totalmente refém do lulismo) implodir de vez, com a saída de boa parte do tal Muda PT.

Ao mesmo tempo, é necessário reconhecer que a esquerda não petista não possui uma candidatura alternativa com viabilidade eleitoral.

Serão, então, longos anos para construir uma esquerda pós-PT, assim como antes se construiu uma esquerda pós hegemonia do partidão. Um novo programa, um novo instrumento hegemônico, novas lideranças. Isso tudo em um cenário muito mais inóspito do que aquele do fim da ditadura militar (que propiciou que o PT surgisse como a grande alternativa de esquerda).

Infelizmente, nenhum dos dois cenários parece nem um pouco convidativo. Nada diferente de anos difíceis parece surgir no horizonte.

Wagner M. Martins

Vc percebe que Brasil é rebaixado quando ele sai de Paulo Freire e desagua em Roberto Freire!

Alexandre Araújo Costa

Quantidade de oxigênio dissolvida no oceano caiu mais de 2% em 50 anos, segundo este impressionante artigo na Nature. A razão é o aquecimento global, por dois fatores: primeiro, quanto maior a temperatura oceânica, menor a solubilidade (não apenas do oxigênio, mas dos gases em geral). Segundo, como o aquecimento se dá principalmente a partir da superfície, a tendência é aumentar a chamada estratificação, isto é, água quente em cima e água mais fria embaixo, o que limita a mistura e portanto a ventilação, que leva água com oxigênio para camadas mais profundas. Mais um efeito temido das mudanças climáticas vai se confirmando.

Mc Tam

Alexandre Araújo Costa

Cerca de 1°C mais quentes na superfície do que há 100 anos, 26% mais ácidos do que no período pré-industrial e com 2% a menos de oxigênio do que há 50 anos. Sem falar no desequilíbrio causado por vazamentos de petróleo, pela quantidade enorme de plástico e pelo excesso de nitrogênio nos rejeitos de agropecuária e esgoto, sem falar na pesca predatória e no fluxo de espécies invasoras, incluindo microoganismos que espalham doenças por meio da água de lastro dos navios. Estamos matando os oceanos!

Alexandre Araújo Costa

Eu queria entender vocês humanos, quando vejo a polêmica do turbante e o Raduan mobilizarem infinitamente mais energia do que a asfixia dos oceanos anunciada nas páginas da Nature...

Jornalistas Livres

Idelber Avelar

Enquanto se desenrolava a polêmica sobre o discurso de Raduan Nassar, vi na internet duas coisas que me acrescentaram uma perspectiva extra. Este post não é acerca do caso Raduan, é sobre outro tema.

Primeiro, caí na página de um professor universitário que se apresentava como “pós-doutor” e me lembrei de como isso é comum e singular no Brasil. Não conheço outro lugar no mundo em que as pessoas se apresentem como se pós-doutorado fosse um título. Um pós-doc pode ser um estágio de pesquisa feito já na maturidade da carreira ou um quase emprego pago como bolsa enquanto o profissional encontra um trabalho fixo, mas o que ele não é, em lugar nenhum, é título. No Brasil, muita gente o trata como se fosse, levando a essas bizarras situações em que alguém se apresenta a você dizendo “sou pós-doutor em geografia”.

Depois, li um texto em que uma licenciada em filosofia, sem qualquer produção acadêmica, é referida como “filósofa”. De novo, pode ser que isso aconteça em outro lugar, mas eu nunca vi. Basta, claro, uma vaga familiaridade com o que é a filosofia para saber que uma licenciatura na disciplina não torna ninguém filósofo.

O ponto aqui é o seguinte: a relação da sociedade brasileira com o saber formal é atravessada por uma curiosa disforia. Por um lado, o anti-intelectualismo que grassa no Brasil não tem equivalente, na minha opinião, em outros países latino-americanos. Pode ser que a explicação seja histórica e tenha a ver com diferentes processos de colonização, haveria que se pesquisar e pensar. Por outro lado, a reverência com que, em outras situações, são tratados os intelectuais (aqui no caso, um escritor) também me parece única.

O anti-intelectualismo e a carteirada são duas faces da mesma moeda.

Os argumentos que mais ouvi ao longo da semana, ante críticas absolutamente normais, que não se dirigiam à pessoa do escritor, mas ao seu discurso, foram: “um mestre como Raduan merece respeito”, “quem é fulano para falar de Raduan?”, “um escritor com a obra que ele tem não deveria ser criticado” etc. É um curioso conceito de respeito. A meu ver, não existe maior prova de respeito por um escritor do que discutir a sério algo que ele escreveu. Um pronunciamento público, sobre política, está aí para ser debatido.

O divertido é que a carteirada (“quem é você para falar de Raduan?”) ou o anti-intelectualismo (“acha que só porque é acadêmico e doutor o seu argumento vale?”) se alternam na mesma pessoa, às vezes no mesmo texto, segundo a conveniência política. É impressionante que tanta gente, na própria universidade, use o “respeite Fulano” ante uma simples crítica política de um discurso público, como se debate de ideias fosse desrespeito. Não dá pra falar de democracia e debate aberto sem compartilhar essa premissa óbvia: qualquer discurso público sobre política, de qualquer cidadão, está aí para ser criticado e discutido, não importando a pessoa do autor, nem os méritos ou deméritos de sua obra anterior.

É o mínimo.

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