Engajamento social contribui com a manutenção da biodiversidade

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03 Fevereiro 2017

"O mais importante disso tudo é enxergar que existem inúmeras possibilidades de transformar a realidade do planeta e contribuir de maneira efetiva com a sua conservação - o engajamento da sociedade é apenas uma delas. Ao acreditar no ideal de que o importante é fazer algo que tenha um verdadeiro sentido, é possível contribuir para que o desenvolvimento econômico e a conservação de biomas naturais caminhem na mesma direção", escreve Daniel Sabará, CEO da Beraca, líder global no fornecimento de ingredientes naturais provenientes da biodiversidade brasileira para as indústrias de cosméticos, produtos farmacêuticos e cuidados pessoais, em artigo publicado por JE Online, 02-02-2017.

Eis o artigo.

Um dos países com a maior riqueza em biodiversidade do mundo, o Brasil abriga, ao lado de outras 16 nações, 70% das espécies existentes. No entanto, ao falar desse tema, uma questão que merece destaque é o engajamento da sociedade com ações relacionadas à preservação do meio ambiente.

Ao avaliar o cenário atual, por exemplo, podemos dizer que o país atravessa um momento crítico, pois ainda são registrados índices elevados de desmatamento e muitos utilizam as riquezas naturais de maneira indevida. Uma das soluções para esse problema é a criação de estratégias que ajudem a conscientizar a população, de forma que biodiversidade e sustentabilidade sejam igualmente valorizadas. Afinal, a vida na Terra depende da existência dos biomas, e isso só será possível com a conservação do planeta e o uso sustentável dos recursos.

Nesse sentido, o extrativismo sustentável surge como uma solução eficiente. Em parceria com indústrias privadas e governos, as famílias que vivem em meio às florestas, em comunidades ribeirinhas e atuam em pequenos núcleos de agricultura aprendem, por meio de treinamentos e capacitações, a manter as árvores em pé, para que seus frutos e sementes sirvam como uma fonte de renda extra.

A ressalva é que não basta investir na conscientização. É preciso criar também mecanismos que proporcionem uma melhora na condição de vida, oferecendo uma alternativa sustentável de composição de renda. Do contrário, se houver apenas a preocupação com o meio ambiente e deixar a questão socioeconômica de lado, a necessidade pela sobrevivência, mais cedo ou mais tarde, fará com que a pessoa volte a atuar de maneira ilegal.

Outro ponto é o futuro das comunidades extrativistas, pois os jovens devem ser preparados para assumir o comando do trabalho nos próximos anos. O grande desafio é saber como lidar com uma geração que possui motivações diferentes, com uma dificuldade maior de se manter em suas raízes e que sempre busca o imediatismo nas ações, pois atividades ligadas à agricultura dependem de tempo para obter resultados expressivos.

No entanto, essa é também uma geração que tem muita força, com ideais que se assemelham à realidade daqueles que já atuam em prol da sustentabilidade. Podemos considerar que a grande vantagem para engajar esses jovens é o fato de muitos deles acreditarem no desenvolvimento sustentável, na mudança de realidade social e na quebra de paradigmas. É essa filosofia de vida que pode fazer a diferença daqui a alguns anos.

O mais importante disso tudo é enxergar que existem inúmeras possibilidades de transformar a realidade do planeta e contribuir de maneira efetiva com a sua conservação - o engajamento da sociedade é apenas uma delas. Ao acreditar no ideal de que o importante é fazer algo que tenha um verdadeiro sentido, é possível contribuir para que o desenvolvimento econômico e a conservação de biomas naturais caminhem na mesma direção.

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