Gomez diz que sua vitória não tem a ver com Trump ou Francisco, mas sim com os latinos

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18 Novembro 2016

Dom José Gomez, de Los Angeles, diz que atribuir sua eleição a vice-presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos como uma referência a Donald Trump ou ao Papa Francisco não é uma leitura correta. Ao contrário, sua eleição é uma declaração da presença hispânica nos Estados Unidos e na Igreja Católica norte-americana, segundo ele.

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada por Crux, 15-11-2016. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

No país, é difícil não ver a eleição de um mexicano para vice-presidente da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos como um ato de rebeldia à nova administração de Trump. Em termos da política da Igreja, também é tentador ver a escolha de uma figura mais teologicamente conservadora como um corretivo às tendências progressistas do papado de Francisco.

No entanto, a figura chave disso tudo, Dom José Gomez de Los Angeles, diz que ambas as leituras da eleição de terça-feira para a Conferência dos Bispos dos EUA colocam a carroça na frente dos bois.

"Trata-se da importância do ministério Latino e da presença hispânica nos Estados Unidos, tanto na Igreja quanto na sociedade", disse ele à Crux na terça-feira à tarde, pouco depois de ter se tornado o novo vice-presidente da conferência, derrotando o arcebispo Gregory Aymond em um segundo turno com duas votações.

O Cardeal Daniel DiNardo de Galveston-Houston foi eleito presidente, em um resultado previsível, já que o vice é geralmente eleito para o cargo de presidente da Conferência. A etnia do vice-presidente, no entanto, é bem mais incerta, o que tornou a escolha de Gomez a principal manchete do dia.

"A importância dos hispânicos fica cada vez mais clara", disse Gomez. "Cerca de 40% dos católicos do país são hispânicos e eles são 50% dos nossos jovens".

"É uma declaração de sua presença na Igreja e no país", disse ele. "E um reflexo da compreensão dos meus irmãos bispos sobre a importância dos latinos."

Embora tenham corrido boatos de que Gomez era um possível candidato à presidência, ele, no entanto, se referiu à sua eleição como uma "bela surpresa", dizendo: "nunca se sabe, porque não se pode ter certeza do que os outros bispos estão pensando".

Apesar de rejeitar uma leitura explicitamente política da sua eleição, Gomez prometeu que continuará defendendo os direitos dos imigrantes cada vez mais abertamente em seu novo posto.

"A imigração é claramente uma questão importante para nós", disse ele sobre a conferência dos bispos. "Para nós, não se trata de política, mas de pessoas."

Gomez comentou que há um nível geográfico no significado dos resultados de terça-feira, enfatizando que o novo presidente dos bispos dos EUA é do Texas e ele é da Califórnia.

"Há um movimento considerável em direção ao sudoeste, onde a Igreja está crescendo", disse ele.

Ele também observou que a terça-feira foi um bom dia para a Igreja de Los Angeles em geral, uma vez que um de seus auxiliares, Dom Robert Barron, também foi escolhido para liderar a comissão dos bispos sobre a evangelização e a catequese.

Gomez rejeitou uma interpretação "de esquerda/de direita" dos resultados, tanto quanto sua vitória ser uma declaração ao Papa Francisco e a direção liberal da Igreja durante seu mandato, argumentando que sua eleição se deve muito mais a relacionamentos interpessoais.

"Eu sou bispo há 15 anos", disse ele. "Comecei como bispo auxiliar em Denver e, em seguida, fui para San Antonio, antes de Los Angeles. Os outros bispos acabaram me conhecendo, e isso os ajudou a ver quem eu sou."

"A maioria dos bispos não vê as coisas em termos políticos primordialmente", disse ele. "Trata-se mais do ministério e das diferentes situações que enfrentamos."

No fim de semana, o Papa Francisco nomeará 17 novos cardeais, incluindo três norte-americanos. Nesse consistório, muitos esperavam que Gomez se tornasse parte do grupo mais exclusivo da Igreja. Em vez disso, ele foi deixado de fora, mas se recusou a ver a sua eleição na terça-feira como um prêmio de consolação.

Tornar-se cardeal, segundo ele, "cabe ao Santo Padre". Ele ainda reiterou que, em todos os casos, não é algo que ele queria.
"Eu quero servir o povo de Deus em Los Angeles e dar suporte aos meus irmãos bispos", disse ele, "e fazer isso é uma grande oportunidade para mim."

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