Cristo Rei: o Juiz está às portas. Artigo de Michele Giulio Masciarelli

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18 Novembro 2016

"‘O Juiz está às portas’ (Tg 5, 9). Mas vamos ao encontro de qual Juiz? E qual Juiz está vindo? Não poderia ser o Juízo justamente a destruição da esperança?"

A reflexão é do teólogo e padre italiano Michele Giulio Masciarelli, professor da Pontifícia Faculdade Marianum, em Roma, e do Istituto Teologico Abruzzese-Molisano, em Chieti, na Itália. O artigo foi publicado por Settimana News, 14-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

É já hora: o Juízo não é apenas palavra de futuro

As palavras do futuro cristão já foram cobertas pela duna do esquecimento e da indiferença. Entre elas, a mais silenciada é o Juízo de Deus, com o qual se encerra a vida do homem individual e a história da humanidade inteira. No entanto, há diversos anos, a nenhum tema teológico como esse foi dedicada mais atenção de estudo por parte de teólogos, mas também pelo fronte filosófico [1].

Espera-se que a ela corresponde agora uma atenção pastoral igualmente preocupada e inteligente, que ponha novamente em circulação na catequese, na pregação, na homilia o tema das "realidades últimas", que dão pleno sentido a toda a experiência humana e cristã. O preenchimento desse vazio pastoral se impõe com grande urgência. É de plena evidência que, sem a dimensão do Reino futuro e de da espera vigilante, toda a experiência cristã (a fé, a vida sacramental, o compromisso ascético e virtuoso, o testemunho e a missão) ficaria privada de uma conotação essencial, como é notado com autoridade tanto pelos católicos, quanto pelos protestantes, quanto ainda pelos ortodoxos [2].

É preciso se perguntar: como acabará?

A antiga pergunta "como e onde vamos acabar?" nunca perde atualidade, mas continua sendo perenemente a interrogação crucial tanto em relação ao seu destino individual e pessoal, quanto em relação ao significado, fim e cumprimento da história. É de importância capital nos perguntarmos: que futuro último, por um lado, existe para a Igreja, a comunidade das pessoas, o mundo e a criação (escatologia coletiva) e, por outro, para cada pessoa (escatologia do indivíduo)? Como não se fazer a pergunta sobre o sentido último do mundo, palco de infinitas histórias religiosas, de amor, de cultura, de guerra e de paz? Como renunciar a encontrar um porto último de realização plena aos empreendimentos científicos, artísticos, lúdicos, laborais, comerciais, que as gerações ativaram ao longo de milênios?

A explícita convicção cristã e de grande parte do mundo das religiões é que, sem um futuro último, mundo e história permaneceriam sendo realidades absurdas e sem sentido. Assim também, como não se interrogar e buscar respostas em torno da realidade última de cada pessoa individual?

"O cristianismo continua sendo um fidelíssimo buscador do sentido da vida de cada pessoa individual e oferece uma salvação a cada pessoa individual, mesmo que ela se realize em uma comunidade. Ao cristianismo não basta oferecer para um sentido à vida da maioria das pessoas ou a das pessoas mais ilustres: para o cristianismo, é urgente buscar – nas palavras de Michael F. Sciacca – o sentido e a salvação na vida de ‘César’ e do ‘escravo de César’" [3].

O Juiz está às portas

"O Juiz está às portas" (Tg 5, 9). Mas vamos ao encontro de qual Juiz? E qual Juiz está vindo? Não poderia ser o Juízo justamente a destruição da esperança?

"A imagem do Juízo final é, em primeiro lugar, não uma imagem terrificante, mas uma imagem de esperança; para nós, talvez, até a imagem decisiva da esperança" [4], porque o seu conteúdo é a salvação que se transforma em glória. Consequentemente, não separando Juízo e salvação, não se fecha a fresta à esperança.

"Alguns teólogos recentes são da opinião de que o fogo que queima e ao mesmo tempo salva é o próprio Cristo, o Juiz e Salvador. O encontro com Ele é o ato decisivo do Juízo. Diante do Seu olhar, funde-se toda falsidade. É o encontro com Ele que, queimando-nos, transforma-nos e nos liberta, para fazer com que nos tornemos verdadeiramente nós mesmos. As coisas edificadas durante a vida podem, então, se revelar como palha seca, fanfarronice vazia, e desmoronar. Mas, na dor desse encontro, em que o impuro e o insalubre do nosso ser se tornam evidentes para nós, está a salvação" [5].

O Juiz é o Irmão necessário do imputado

É a "qualidade" do Juiz a razão da nossa esperança, que faz esperar com confiança o Seu retorno e o ato de autenticação da nossa existência e da nossa vocação que Ele vai realizar. Acima de tudo, temos esperança porque esse Juiz é o Filho essencial, infinitamente amado pelo Pai, e é o nosso Irmão mais velho, que por nós Se fez homem, sofreu e ofereceu a Sua vida em sacrifício. Ao mesmo tempo. a infinita filiação de Cristo é também, imediatamente, o título daquilo que Ele é para os homens, o salvador único, perfeito e universal.

O estupor crente se torna máximo ao considerar que Cristo não só salva como Filho, mas também salva fazendo se tornar filhos de Deus, o nome da mais alto da salvação que ele impetra e media para as pessoas, que se tornam seus irmãos e, por isso, filhos. Na geração humana, os irmãos, de fato, não estão envolvidos; no cristianismo, em vez disso, nós acreditamos que nos tornamos filhos do Pai passando pela vida do filho, o que significa tornar-se irmãos d’Ele. Sem tal passagem através do irmão Jesus, ninguém se tornaria filho d’Aquele que é seu Pai de modo essencial.

O Juiz é o Advogado do imputado

É uma afirmação grandiosa pela sua profundidade caritativa aquela que se destaca em 1João em torno da obra fraterna de Jesus nos céus: "Meus filhinhos, eu lhes escrevo tais coisas para que vocês não pequem. Entretanto, se alguém pecou, temos um advogado junto do Pai: Jesus Cristo, o justo. Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados; e não só os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro" (2, 1-2).

São João enriquece os sentidos de "advogado" com os de "vítima de expiação": este é um nome mais claramente teológico que também ajuda a entender o que significa que Jesus é "advogado" para as pessoas junto do Pai.

O otimismo de Paulo a respeito da natureza do Juízo para os cristãos é comumente detectado pelos comentaristas modernos: através das suas Cartas, tem-se a impressão de que a grande maioria dos discípulos pensa no Juízo com esperança e confiança, antecipando-o até mesmo no desejo pelo motivo de que o próprio Cristo é o seu advogado (cf. 1Co 4, 4) e intercessor (cf. Rm 8, 34).

A surpresa é que esse Juiz também é advogado. Esse oxímoro (que persegue a existência de Cristo do início ao fim) faz sentir a força poderosa do seu grito, que brota da coincidência de que Ele é, ao mesmo tempo, advogado e Juiz, duas figuras que as pessoas, na sua vida, não veem coincidir na mesma pessoa; na verdade, elas sabem que devem ser rigorosamente distinguidas, sob pena da legitimidade e da justiça do juízo.

Jesus não despedaça a Sua pessoa (renunciando a sintetizar Juiz e advogado), não despedaça a sua relação com o Pai (contradizendo a Sua intercessão na Cruz e nos Céus), não despedaça o fio forte que liga julgar e amar, julgar e perdoar. Justificada é a confiança em Jesus juiz precisamente porque ele também é Advogado.

"Suponhamos – escreve Santo Agostinho – que tu tenhas uma causa a discutir junto com algum juiz, e um advogado se mete no meio; este tomaria o teu lado, discutiria a tua causa melhor do que pode. Mas se, por acaso, ele não pudesse levá-la a bom termo, e tu ficasses sabendo que justamente ele virá como juiz, como ficarias contente por poder ser julgado por ele que, até pouco tempo atrás, era o teu advogado! Agora, ele reza para nós, interpela por nós (Rm 8, 34; Hb 7, 25); temo-lo como advogado e o temeremos como juiz? Ao contrário, se o mandamos seguir em frente como advogado, esperamos com segurança quando ele virá como juiz" [6].

O livro do Juízo nas mãos feridas do Salvador

Misericórdia e justiça não são opostas: a misericórdia de Cristo é justa, e a Sua justiça é misericordiosa: fazer justiça significa salvar. Podemos significar a reaproximação do Salvador e do Juiz com um ícone: é uma espécie de Dies irae de pedra esculpido na sacada da Catedral de Ferrara (primeira metade do século XIII) [7].

Na sua primeira visão celeste, o apóstolo João viu na mão direita daquele que estava sentado no trono um livro em forma de rolo [8], escrito tanto no lado interno quando no externo (cf. Ez 2,9). Ao "livro" nada se pode acrescentar e nada se pode remover, e, nesse sentido, ele representa um todo, uma totalidade, como parece afirmar o Dies irae: "Liber scriptus proferetur, in quo totum continetur". O livro é uma totalidade tanto que, na ótica apocalíptica, ele (a palavra revelada) é considerado maior do que o mundo: simbolicamente o livro o contém.

Aqui há uma alusão profética ao Juízo: o livro, por um lado, é imediatamente decifrável (nele se leem lamentos, prantos e gemidos), por outro, ao contrário, é indecifrável e selado [9], apesar do fato de estar escrito também do lado de fora: "o livro escrito por dentro e por fora" [10] é o próprio Cristo. Assim, o livro eleva-se como símbolo da suprema salvação.

Esse significado, no baixo-relevo da Catedral de Ferrara, é reiterado pelo detalhe de que o Juiz segura o livro aberto, apoiado no joelho esquerdo, segurando-o como que protegido com as mãos feridas na paixão, que lembram o Seu amor de Redemptor hominis.

No livro, onde tudo está registrado, só pode prevalecer o aspecto acusatório. Na mesma altura do livro, em ambos os lados, porém, são mostradas as palmas abertas e chagadas do Crucificado ressuscitado. O livro, potencialmente, condena a todos; as chagas do Juiz, ao contrário, cobrem tudo (cf. 1 Co 13, 7). O codex, simplesmente apoiado no joelho esquerdo, parece assim representar um componente externo da atividade de um Juiz crucificado, que, no Seu corpo, tem infligidas apenas as chagas e não já as acusações contra o homem [11]. O Juiz é aquele que sofreu e morreu, para que o nome de todos os seus irmãos fosse inscrito no livro da vida, isto é, para que cada um deles tomasse parte na salvação eterna (Lc 10, 20; Fl 4, 3; Hb 12, 23).

Juízo de misericórdia e de verdade

A mesma lógica se encontra no Novo Testamento, no qual o Juízo de Deus está ligado à obra salvífica de Jesus, o Filho do homem, ao qual o Pai deu o poder de julgar, e Ele o exercerá sobre aqueles que sairão dos sepulcros; separando aqueles que estão destinados a uma ressurreição de vida, daqueles que experimentarão uma ressurreição de condenação (Jo 5, 26-30). Mas é preciso lembrar que "Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele" (Jo 3, 17).

Trata-se, ao mesmo tempo, de um juízo de misericórdia e de verdade: quem tiver rejeitado a salvação, oferecida por Deus com uma misericórdia infinita, se encontrará condenado, porque terá se autocondenado. Juízo e misericórdia, assim, são compreendidos como duas dimensões do mesmo mistério de amor: "Deus encerrou todos na desobediência, para ser misericordioso com todos" (Rm 11, 32).

Seremos julgados sobre o amor

"No entardecer da vida seremos julgados sobre o amor" [12]. Acontecerá que o Juiz se dirigirá aos malvados e lhes dirá: "Eu colocara sobre a terra os meus pobrezinhos, por vocês. Eu, sua cabeça, sentava no céu à direita do meu Pai, mas, sobre a terra, os meus membros passavam fome. Se vocês tivessem dado de comer aos meus membros, o seu dom teria chegado até a cabeça. Quando eu coloquei os meus pobrezinhos sobre a terra, eu os constituí como seus mordomos para que levassem as suas boas obras ao meu tesouro: vocês não colocaram nada em suas mãos, por isso não possuem nada junto de mim" [13].

A verdade é que os discípulos são chamados a percorrer a via amoris para chegar ao Juízo maduros e transparentes à pessoa de Cristo. O Evangelho indica tal via a todos, porque todos são chamados a ser samaritanos de todos, não só dos próprios companheiros de religião (cf. Mt 25, 35-36).

Jesus quer se deixar representar pelo sacramento dos irmãos pobres e fracos: aos discípulos é pedido que, neles, Ele seja reconhecido e bem tratado. "Vocês querem honrar o corpo de Cristo?", pergunta-se Crisóstomo. "Não ignorem-no quando ele se encontrar nu. Não prestem-lhe homenagem aqui no templo com tecidos de seda, para depois ignorá-lo fora, onde ele sofre frio e nudez"[14].

Ressoa a voz profética do manso Juiz: "Em verdade lhes digo: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram" (Mt 25, 40). E, vice-versa: "Todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram" (Mt 25, 45). A voz dessa afirmação de Cristo Juiz seria, para nós, a mais temível porque seria a mais desprezível jamais saída da Sua boca [15].

Seremos abençoados se tivermos amado

A premiação dos justos é anunciada em três proposições: a bênção do Pai, a posse do Reino, a vida eterna. "Vinde, benditos de meu Pai" (Mt 25, 34). A presença do Pai ajuda a identificar a natureza do Juízo. As pessoas são julgadas com base no seu amor a Cristo, mas é ao Pai que estão submetidas. Ele é o princípio e o fim do plano da salvação. O Filho deve devolver a Ele os destinos do Reino que veio a conquistar sobre a terra (cf. Lc 19, 2). Ele será a partir de então o Reino do Pai, e os fiéis serão igualmente os eleitos do Pai, ao qual pertencerão eternamente (cf. Mt 13, 41-43).

Devolvendo toda a criação ao Pai, ficará claro que tudo está orientado ascendentemente a Ele: "o mundo, a vida, a morte, as coisas presentes e as futuras. Tudo é de vocês; mas vocês são de Cristo e Cristo é de Deus" (1Co 3, 22-23).

Ainda uma breve nota sobre os "benditos de meu Pai" (Mt 25, 34). Essa expressão não significa nada mais do que abençoados pertencentes ao meu Pai.

São Paulo delineia um cenário grandioso do Juízo final, que une à descrição a sua interpretação teológica, como uma marca d’água que não se sobrepõe a ela, mas, no entanto, torna-a decifrável: "Como em Adão todos morrem, assim em Cristo todos receberão a vida. Cada um, porém, na sua própria ordem: Cristo como primeiro fruto; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. A seguir, chegará o fim, quando Cristo entregar o Reino a Deus Pai, depois de ter destruído todo principado, toda autoridade, todo poder. Pois é preciso que ele reine, até que tenha posto todos os seus inimigos debaixo dos seus pés. O último inimigo a ser destruído será a morte, pois Deus tudo colocou debaixo dos pés de Cristo. Mas, quando se diz que tudo lhe será submetido, é claro que se deve excluir Deus, que tudo submeteu a Cristo. E quando todas as coisas lhe tiverem sido submetidas, então o próprio Filho se submeterá àquele que tudo lhe submeteu, para que Deus seja tudo em todos" (1Co 15, 22-28).

Uma "terra seca" para os pés dos peregrinos do Absoluto

O termo usado (afár) para descrever a "terra seca" sobre a qual Jonas foi vomitado do peixe (cf. Jn 2, 11) é o mesmo que se encontra no livro do Gênesis no fim do dilúvio, quando Noé, descobrindo a arca, viu que a superfície do chão estava seca (Gn 8, 16). A terra seca de Noé é o início de uma nova vida, sinal da graça reencontrada de Deus, terra de salvação. Assim como para Jonas o seco é o início de uma viagem que o levará a anunciar um Juízo que envolverá na salvação para a cidade de Nínive (cf. Gn 1).

A terra seca, portanto, se torna terra de salvação, assim como foi para os filhos de Israel quanto atravessaram o Mar Vermelho (cf. Ex 14, 1-31). Em todas as horas da história, Jesus chama à acolhida, a ser aquela terra seca que pode ser uma ocasião de salvação para muitos, em que se abrem perspectivas novas de esperança e de vida.

Como Jonas levava consigo uma palavra de Juízo para a cidade de Nínive, assim também os pobres e os últimos de todos levam consigo para os cristãos uma palavra de Juízo, contra o seu desamor e o seu fechamento aos outros. Tal palavra de Juízo é, para eles, um convite à conversão assim como foi para os ninivitas: o apelo profético do último dia chama as Igrejas à conversão na sua globalidade, para se tornarem, elas também, terra aberta à acolhida, ao cuidado da solidariedade, à prática da justiça, à profecia da paz.

Com essa abertura em estrela aos capitais valores do Evangelho de Jesus, os cristãos e as Igrejas poderão se tornar aquela terra seca na qual muitos poderão apoiar os seus pés de peregrinos do absoluto, de refugiados de pátrias não mais confiáveis, de pobres que esperam trabalho, alimento e cultura, de homens que buscam às apalpadelas um sentido para viver e para morrer, um nome para a sua existência e para a sua pessoa, ao seu futuro próximo e último.

Notas:

1. Cf. Salvatore Natoli: Il crollo del mondo. Apocalisse ed Escatologia, Morcelliana, Brescia 2009; Cf. anche: G. Cuozzo, Filosofia delle cose ultime, Moretti & Vitali, Bergamo 2013.
2. Cf. Associazione Teologica Italiana, L’escatologia contemporanea. Problemi e prospettive, a cura di G. Canobbio e M. Fini, Il Messaggero, Padova 1995, 81-245.
3. M.G. Masciarelli, Maria: un’esistenza compresa fra due grazie. Riflessioni teologiche sull’Immacolata Concezione e sull’Assunzione, in Aa.Vv., Il mistero della Vergine-Madre. Lezioni di teologia mariana, a cura di M.G. Masciarelli, Curia Arcivescovile, Chieti 1991, 177.
4. Bento XVI, Carta encíclica Spe Salvi (30-11-2007), n. 44. A partir de agora: SS. Em relação aos muitos pontos da encíclica que serão referidos, cf. M.G. Masciarelli, La grande speranza. Commento organico dell’Enciclica «Spe Salvi» di Benedetto XVI, Tau editrice, Todi (PG) 2008.
5. SS, 47.
6. Discurso 213, 6.
7. Cf. P. Stefani, Per una lettura iconografica del protiro della cattedrale di Ferrara, in Humanitas, 52 (1998/3), 555-570.
8. Além do símbolo trono, que é, por si só, símbolo particular e eminente e muito importante para o evento do Juízo, há o símbolo do livro, que se liga de modo bastante significativo e evocativo à figura de Cristo Juiz, que foi "o único Deus que a arte antiga representou com um rolo escrito entre as mãos" (E. R. Curtius, II libro come simbolo, in Letteratura europea e Medio Evo latino, a cura di R. Antonelli, Firenze 1993, 344).
9. O livro selado com sete selos, que ninguém, exceto o Cordeiro, saberá abrir (Ap 5, 1 ss; cf. Is 29, 11).
10. São Boaventura, Itinerarium mentis in Deum, 6, 7.
11. Cf. P. Stefani, Dies irae. Immagini della fine, Il Mulino, Bologna 2001, 147-149.
12. São João da Cruz, Avisos y sentencias, 57: Biblioteca Mistica Carmelitana, v. 13 (Burgos, 1931), p. 238.
13. Santo Agostinho, Sermones, 18, 4, 4.
14. São João Crisóstomo, In Matthaeum hom. 50, 3.
15. Cf. M. G. Masciarelli, Parrocchia sinodale. Casa del popolo di Dio, Tau Editrice, Todi (PG) 2016, pp. 44-45.

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