Descoberta superbactéria na carne de porco britânica

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26 Outubro 2016

Sobreuso veterinário de antibióticos megapotentes, que a OMS recomenda aplicar apenas em casos críticos, reforça revelação feita pelo jornal The Guardian.

A reportagem é de Inês Castilho e publicada por De Olho nos Ruralistas, 25-10-2016.

Quase 30 anos depois da doença da vaca louca, o Reino Unido parece estar à beira de novo escândalo alimentar, desta vez atingindo a carne de porco. Testes numa amostra de 97 produtos de porco à venda em supermercados britânicos mostram que 3 estavam contaminados com a cepa da superbactéria MRSA CC398, que pode causar sérios problemas à saúde humana – conforme revelou o jornal britânico The Guardian, no início de outubro.

O sobreuso de antibióticos na pecuária britânica – e de outros países europeus –, divulgado no dia 17 pelo jornal, reforça a revelação.

A superbactéria pode ser contraída através da carne e de pessoas infectadas. Como outros micróbios de origem alimentar, é morta pelo cozimento – mas pode ser transmitida por lapsos de higiene. Os trabalhadores das fazendas de pecuária suína podem contrair a doença de animais infectados e transmiti-la a outras pessoas.

A descoberta tem sérias implicações para a saúde humana. A superbactéria MRSA CC398 pode ser mortal para os humanos, já que é potencialmente resistente até mesmo aos antibióticos mais fortes. É mais perigosa que a bactéria MRSA, que mata cerca de 300 pessoas por ano em hospitais da Inglaterra e do País de Gales, e responsável por ao menos seis mortes na Dinamarca. Mas isso deve ser só a ponta do iceberg – diz o Guardian.

Antibióticos muito fortes, classificados como “de importância crítica na medicina humana” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), parecem estar sendo usados com frequência em fazendas de pecuária suína dos principais países da União Europeia, Reino Unido inclusive – apontam dados da Agência Europeia de Medicamentos. Isso a despeito da OMS recomendar que essas drogas sejam usadas no tratamento de animais somente em casos extremos, se tanto.

As vendas dos antibióticos superpotentes cresceu significativamente nos últimos anos. O consumo dos fluoroquinolones – a mais nova versão do medicamento usado em doenças como a pneumonia, subiu de 141 toneladas em 2013 para 172 toneladas em 2014, nos países pesquisados. A dos macrolides, também “criticamente importantes para a saúde humana” conforme a OMS, subiu de 59 para 67 toneladas no mesmo ano. No Reino Unido, o uso veterinário de antibióticos é três vezes maior que o de uso humano.

O porta-voz da Alliance to Save Our Antibiotics, que congrega diversas ONGs preocupadas com a saúde humana e animal, declarou que o overuso chocante de antibióticos revelado pelo relatório “é consequência do fracasso contínuo da maioria dos países em banir o uso preventivo massivo de medicamentos na pecuária intensiva”.

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