Peru. Ex-assessor de Fujimori é condenado por desaparecimentos forçados

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Por: João Flores da Cunha | 05 Outubro 2016

Um tribunal do Peru condenou Vladimiro Montesinos a 22 anos de prisão pelos desaparecimentos forçados de um professor e dois estudantes universitários em 1993. À época, Montesinos era assessor do presidente Alberto Fujimori e chefe do serviço de inteligência peruano. A sentença foi emitida no dia 27-09-2016.

Os estudantes Martín Roca e Kenneth Anzualdo e o professor Justiniano Najarro foram detidos ilegalmente e torturados em um contexto de combate do governo a opositores. O tribunal julgou que há provas suficientes para afirmar que eles foram mortos e tiveram seus corpos incinerados nos porões do prédio do Serviço de Inteligência Nacional do Exército peruano, em Lima. A corte considerou que esses foram crimes de lesa-humanidade.

A sentença representa a primeira vez que a Justiça do país reconheceu a existência de celas clandestinas e de fornos nos porões do prédio do serviço de inteligência militar, que ficou conhecido como “Pentagonito”. Além de Montesinos, também foram condenados pelos crimes Nicolás Hermoza Ríos, ex-comandante geral do Exército, e o chefe de inteligência do Exército à época, Jorge Nadal Paiva – que estava em liberdade e teve sua prisão decretada.

Montesinos era uma pessoa importante no governo de Fujimori. Um episódio o envolvendo foi o responsável pela queda do mandatário, que presidiu o país entre 1990 e 2000: um vídeo foi divulgado em setembro de 2000 mostrando pagamento de propina de Montesinos a um deputado para que ele se aliasse ao fujimorismo. Dois dias depois do vazamento, Fujimori convocou eleições.

A presidência de Fujimori foi marcada por casos de corrupção e violações de direitos humanos. O ex-presidente está hoje na prisão, onde cumpre diversas penas por crimes distintos e de onde sairia apenas em 2032, conforme suas condenações. Ele tem hoje 78 anos.

Montesinos está preso desde 2001. O ex-assessor de Fujimori já havia sido condenado em outras ocasiões por violações de direitos humanos. Ele também foi considerado culpado por vender armas ilegalmente para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC. Em 1999, ele foi responsável por contrabandear 10.000 fuzis AK-47 para a guerrilha colombiana.

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