Mais de 135 mil pessoas assassinadas em 2015: a América Latina e a chaga da violência

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Nice, consternação no Vaticano com a bofetada à fraternidade humana

    LER MAIS
  • Naturalizamos o horror? Artigo de Maria Rita Kehl

    LER MAIS
  • Católicas, sim, pelo Direito de Decidir!

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


29 Setembro 2016

A insegurança é uma das grandes questões políticas da América Latina. É a violência fora de controle em países como Venezuela, México e Brasil que desperta as maiores preocupações.

A reportagem é do jornal L'Osservatore Romano, 28-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Os números são impressionantes: mais de 135 mil pessoas foram assassinadas em 2015 na América Latina e no Caribe, de acordo com dados fornecidos pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid), que organizou nestes dias uma reunião de especialistas em Buenos Aires.

A responsabilidade pelas violências é atribuída, principalmente, aos cartéis da droga, mas também às lutas de poder entre gangues, aos tiroteios nas ruas, muitas vezes devidos a acertos de contas. Como destacaram os especialistas reunidos na Argentina, os governos fracos e a forte instabilidade política da região não conseguem derrotar a chaga do tráfico de drogas, que, portanto, encontra um terreno fértil, tornando-se um grande freio ao desenvolvimento econômico da região.

Muito tem sido feito para combater a violência, mas ainda há muito a ser feito. Na Argentina, por exemplo, nos últimos dez anos, registrou-se o índice mais baixo de violência em comparação com os outros países da região, embora a situação esteja piorando. Os dados falam por seis assassinatos por 100 mil habitantes a cada ano, pouco para a região, mas o dobro em relação aos últimos 20 anos, como declarou o número dois do Ministério do Interior, Eugenio Burzaco, que presidiu a reunião do Bid, do qual participaram expoentes de 16 países.

Na região, existem diferenças substanciais de Estado para Estado: tudo depende das rotas do tráfico de drogas. Enquanto a Argentina apresenta, em geral, números mais baixos, em Honduras registram-se 84 assassinatos por 100.000 habitantes (dado de 2013), 53 na Venezuela, 31 na Colômbia, 28 no Brasil, e 19 no México. Os números mais baixos do continente estão no Chile, com três assassinado por 100.000 habitantes.

Especialmente nas áreas urbanas que têm na pobreza a principal causa do poder do narcotráfico, a insegurança provoca um custo enorme, que impede o desenvolvimento econômico e força muitos a emigrarem para a Europa e para os Estados Unidos, para fugir desses crimes. Apenas a despesa com a polícia, de acordo com os dados fornecidos pelo Bid, superam os 51 bilhões de dólares por ano.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Mais de 135 mil pessoas assassinadas em 2015: a América Latina e a chaga da violência - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV