“Atualmente, o mundo não cria desenvolvimento, mas mais pobreza”, afirma arcebispo argentino, assessor do Papa Francisco

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26 Setembro 2016

Há 50 anos, o Papa Paulo VI escreveu na Populorum Progressio que o desenvolvimento era o novo nome da paz. Hoje, à luz da encíclica Laudato Si’, na qual Francisco faz um apelo dramático para o cuidado do ambiente, se poderia concluir que o desafio é o desenvolvimento sustentável e integral, que inclui o uso das energias renováveis.

É como o entende o arcebispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia das Ciências e das Ciências Sociais, a mesma que integraram Galileu Galilei e alguns dos 35 prêmios Nobel. Na quinta-feira passada, Sorondo chegou a Buenos Aires vindo do Vaticano, onde trabalha há mais de 40 anos, para fazer uma exposição sobre a encíclica do Papa no Congresso Nacional CREA.

“A Laudato Si’ é fundamentalmente uma encíclica social. Os problemas da Terra têm impactos no plano social. Em vez de desenvolvimento, o mundo produz mais pobreza e involução. Isso influi naquilo que Francisco chama de formas mais extremas da globalização da indiferença, que são o trabalho forçado, a prostituição, a venda de órgãos e o crime organizado”, disse Sánchez Sorondo em uma entrevista concedida ao La Nación, ao explicar os alcances do urgente apelo para cuidar do planeta.

A entrevista é de Mariano De Vedia e publicada por La Nación, 24-09-2016. A tradução é de André Langer.

Eis a entrevista.

A encíclica enfrenta fortes lobbies?

Ela não foi escrita para enfrentar os lobbies, mas é uma das que mais os enfrenta.

Quais são as principais resistências?

A principal resistência vem dos lobbies do petróleo. Eles não querem aceitar que se diga que podem arruinar o clima. Dizem que o Papa não pode falar sobre estes temas, porque não são temas de moral. Mas acontece que é também um tema moral, porque se nós arruinamos a Terra degradamos o habitat, e isso é um problema moral.

A comunidade científica apoia o diagnóstico do Papa?

Quem descreve tecnicamente o problema são os cientistas. O holandês Paul Crutzen e o mexicano Mario Molina, que receberam o prêmio Nobel por terem denunciado o buraco na camada de ozônio, o apoiaram e se pronunciaram a favor do cuidado do planeta.

A Igreja propicia a ideia do desenvolvimento sustentável?

O desenvolvimento sustentável é uma ideia muito arraigada no magistério da Igreja. Tem suas origens em Paulo VI, quando falava do desenvolvimento na encíclica Populorum Progressio, e o manifestam economistas como Jeffrey Sachs. Como dizia aquele papa, Deus colocou na providência potencialidades, e é tarefa dos cientistas descobri-las e agir em benefício de todos. Trata-se de acompanhar a natureza em suas possibilidades, colaborando com a obra do Criador. Cabe a nós respeitá-la e guiá-la. Não ter uma atitude passiva, como se protegêssemos as peças de um museu, nem achar que com ela eu posso fazer qualquer coisa.

Que impactos a encíclica produziu?

A Laudato Si’ encara o grande desafio ecológico e social: o problema do clima. Chama para evitar a prática da ecologia superficial e substituí-la por uma ecologia integral. Se alteramos o ciclo da água podemos chegar a não ter mais vida no planeta. Com o uso de materiais fósseis, como o petróleo e o carvão, estamos produzindo uma espécie de manta na estratosfera, que impede a respiração da Terra. A mudança climática consiste no aquecimento da Terra com ácidos que são maravilhosos, porque o anidrido carbônico torna a vida das plantas possível, mas levado a um extremo produz desastres.

A encíclica conseguiu avanços?

Foi fundamental e muito oportuna. A intenção era influir na COP 21, a cúpula sobre a mudança climática que se reuniu em Paris. E, pela primeira vez, depois de 21 encontros, colocou-se de modo claro a gravidade do aquecimento e propôs-se diminuir dois graus para evitar desequilíbrios. Os presságios não são bons e o Papa, com toda clareza, apesar de todas as pressões e lobbies, disse que a atividade humana que utiliza o material fóssil determina o aquecimento global, baseado na comunidade científica.

A ONU acompanha os postulados da encíclica?

Produziu-se uma sinergia com a ONU. O Papa publicou a encíclica em maio de 2015 e depois a relançou em sua visita aos Estados Unidos, onde os lobbies do petróleo são muito fortes. Conseguiu mudar o cenário em favor da tomada de consciência do problema e muitos grandes capitais já pensam em investir em outras coisas, por exemplo, em energias renováveis.

Basta uma tomada de consciência ou devemos esperar passos mais audazes?

Antes, a comunidade internacional apresentava o tema e forma tão complicada que ninguém entendia o que estava acontecendo. Agora, pela primeira vez, fala-se claramente: o problema é o clima e devemos mudá-lo.

Que resposta dá àqueles que questionam o papa por falar de temas nos quais não é infalível?

A verdade tem diversos aspectos. O Papa usa as verdades filosóficas quando fala de determinados temas e usa as verdades científicas para o bem da humanidade. Ele adota uma tese da comunidade científica, assim com assume outra tese filosófica quando fala da pessoa humana.

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