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07 Setembro 2016

Adesão conjunta dos dois maiores poluidores do planeta põe tratado do clima mais perto de entrar em vigor ainda neste ano; Brasil perde oportunidade de protagonismo político.

A reportagem é de Claudio Angelo, publicada por Observatório do Clima - OC, 03-09-2016.

China e Estados Unidos, os dois maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta, anunciaram na noite desta sexta-feira a ratificação do Acordo de Paris.

O anúncio, como vinha sendo antecipado, ocorreu antes da reunião do G20, que começa neste domingo na cidade chinesa de Huangzhou.

Com a adesão da China, maior emissor absoluto (responsável por 20% do CO2 do planeta) e dos Estados Unidos, maior poluidor histórico (responsável hoje por 17% das emissões), o novo acordo do clima avança significativamente em sua implementação.

“A história julgará o esforço de hoje como um ponto de virada”, disse o presidente dos EUA, Barack Obama, ao chegar a Huangzhou na manhã de sábado (noite de sexta em Brasília) e anunciar a ratificação. O Congresso do Povo da China havia feito o anúncio na mesma manhã, segundo informou a rede BBC

A secretária-executiva da Convenção do Clima da ONU, Patricia Espinosa, comemorou a adesão. Ela soltou um comunicado agradecendo aos dois países. “Quando mais cedo Paris for ratificado e implementado, mais seguro o futuro se tornará”, declarou.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também elogiou a decisão, dizendo que Obama e o presidente da China, Xi Jinping, foram “visionários, corajosos e ambiciosos”.

A adesão conjunta sino-americana eleva para 26 o número de países que já ratificaram o acordo do clima. Juntos, eles respondem por 39,06% das emissões globais de carbono.

Para entrar em vigor, o Acordo de Paris precisa de 55 ratificações, que somem 55% das emissões mundiais. Há expectativa de que o número de ratificações de outros médios e grandes poluidores, a serem anunciadas ao longo deste mês, possa cumprir ambos os critérios, o que faria o pacto climático entrar em vigor já neste ano – quatro anos antes da data oficial, 2020.

O Brasil perdeu nesta semana a chance de ser o primeiro dos dez maiores poluidores a ratificar Paris. Depois de uma aprovação em tempo recorde do acordo no Congresso, o presidente Michel Temer havia chegado a marcar a cerimônia de promulgação para 29 de agosto – antevéspera do impeachment de Dilma Rousseff.

Sem dar explicações, porém, Temer cancelou de véspera o ato e remarcou-o para 12 de setembro.

Fantasma de Copenhague

Para Obama, que se despede da Presidência em novembro, ratificar o Acordo de Paris tinha um duplo objetivo: deixar um legado diplomático de relevo e evitar que a eleição americana, em novembro, pudesse repetir a tragédia de 2000. Naquele ano, o republicano George W. Bush foi eleito e um de seus primeiros atos foi rejeitar o Protocolo de Kyoto, o acordo do clima anterior ao de Paris. Isso soterrou na prática o sucesso do tratado.

Neste ano, outro republicano, Donald Trump, tem ameaçado cancelar ou rever a adesão americana ao Acordo de Paris. Após a ratificação, porém, isso fica muito mais difícil.

Obama também busca resolver uma questão hamletiana, por assim dizer: foi graças à oposição concertada de EUA e China que naufragou a primeira tentativa de firmar um acordo global contra a mudança climática – a conferência de Copenhague, em 2009.
O fracasso de Copenhague atrasou em uma década a ação climática global, enquanto emissões de gases-estufa e eventos climáticos extremos não pararam de bater recordes.

O atraso pode ter custado caro à humanidade: um relatório divulgado na última quinta-feira mostra que os países do G20 precisam sextuplicar seus esforços de redução de emissões se quiserem cumprir a meta de Paris de estabilizar o aquecimento global em menos de 2oC. 

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