"Aprendamos com Matteo Ricci": o apelo do bispo auxiliar de Xangai

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29 Agosto 2016

Um novo artigo do bispo auxiliar de Xangai, depois da "reviravolta" sobre o papel da Associação Patriótica. O prelado exalta a obra do grande missionário jesuíta, que conjugou os "Clássicos" chineses com o Evangelho. É necessário, hoje também, proclamar a fé com compromisso, "sem interferir na autoridade política".

A reportagem é da agência AsiaNews, 25-08-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nos últimos dias, apareceu no blog de Dom Ma Daqin um artigo que exalta a figura de Matteo Ricci e o seu papel na evangelização da China. Esse é o primeiro texto do bispo depois da longa série de artigos em que se elogiava a Associação Patriótica e o seu papel na relação entre católicos e Estado. O artigo foi visto por muitos, na China e no exterior, como uma reviravolta do prelado.

O novo texto de Dom Ma é um estudo equilibrado, que proporciona um julgamento muito apreciativo da figura e do método de evangelização do padre Matteo Ricci.

Ele o apresenta, acima de tudo, como um estudioso diligente e respeitoso (sem atitudes opostas) da China e da cultura chinesa, a fim de fazer parecer que a doutrina e a Igreja cristã não são contrárias a elas.

Na breve análise do livro O verdadeiro significado do Senhor do Céu, do Pe. Ricci, Dom Ma ressalta que o autor conhece bem e assimilou o conteúdo dos Clássicos chineses, o que envergonha a ele mesmo e a outros católicos chineses hoje.

O método prioritário do padre Ricci não foi a pregação direta do Evangelho, mas, consciente da sua cultura cristã, pretendeu assimilar a cultura chinesa em plena harmonia, ou seja, pretendeu cristianizar a cultura chinesa e achinesar a cultura cristã.

A atitude humanista do padre Ricci fez com que ele usasse a amizade (sem atitudes negativas de julgamento) de modo a poder ir ao encontro de todos, para se fazer respeitar e apreciar, mas também para poder influenciá-los positivamente: nisso, ele ainda é um modelo, já que 99% dos chineses ainda não avaliam bem a Igreja Católica por causa das consequências da Controvérsia dos Ritos e do período colonial.

Ele conclui sublinhando a necessidade de proclamar o Evangelho com compromisso, como diz Paulo em 1Coríntios 9, 16-23, mas sem querer interferir na autoridade política, nem ambicionar a poderes seculares.

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