Ministros anglicanos gays desafiam a posição oficial da igreja contra casamento homoafetivo

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24 Agosto 2016

Vários ministros gays irão escrever aos líderes eclesiásticos anglicanos para dizer que já estão em um casamento homoafetivo e querem que a postura oficial seja reconsiderada.

A reportagem é de Nicola Slawson, publicada por The Guardian, 21-08-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Um grupo de clérigos gays da Igreja da Inglaterra está prestes a revelar que estão casados com os seus parceiros, desafiando a linha oficial assumida pelos líderes eclesiásticos a respeito do casamento homoafetivo.

Uma dúzia de ministros gays deverá assinar uma carta aberta que também pede que a igreja autorize o clero a conceder bênçãos aos paroquianos que entram em casamentos de pessoas do mesmo sexo.

Metade dos signatários já declararam estar em um casamento gay, inclusive Andrew Foreshew-Cain, um dos primeiros sacerdotes a abertamente desafiar a postura da igreja.

A carta provavelmente reacenderá o debate acalorado sobre a questão, que tem dividido a igreja desde que casamentos desse tipo foram legalizados na Inglaterra e no País de Gales em março de 2014.

Após a alteração na lei, líderes eclesiásticos, liderados pelos arcebispos de Canterbury e York, Justin Welby e John Sentamu respectivamente, decidiram que o clero não deve entrar em um casamento homoafetivo e que os que se encontram em um casamento gay não seriam ordenados.

Ainda que a permissão para oficiar do canonista Jeremy Pemberton tenha tido revogada após se casar com o seu parceiro em abril de 2014, o mesmo não ocorre com Foreshew-Cain – que não foi destituído de seu posto de vigário de duas igrejas ao norte de Londres depois de se casar abertamente com Stephen Foreshew, em junho de 2014.

Foreshew-Cain disse ao The Guardian que havia um número crescente de clérigos e leigos em casamentos homoafetivos. “Os nossos casamentos são legais, celebrados e amplamente aceitos em sociedade”, declarou. “No entanto, a Igreja da Inglaterra se comporta como se eles fossem, de alguma forma, obscenos e impõe penas contra o clero e se recusa a reconhecer os casamentos dos que desejam assumir compromissos fiéis para toda a vida”.

“Isso tem que acabar, e o elemento de medo e hipocrisia em torno dos nossos casamentos precisa ter fim”, acrescentou.

Foreshew-Cain também disse que muitos fiéis anglicanos aceitam e querem apoiar as relações entre pessoas do mesmo sexo e estão em condições de “celebrar tudo o que há de bom neles”.

“Existe uma necessidade clara e premente de um modo que reconheça a nova realidade de como os cristãos pensam sobre esse tema na Inglaterra”, disse ele. “Estas paróquias e comunidades que desejam celebrar e apoiar os casais de lésbicas e gays deveriam ter a permissão para assim fazer”.

Segundo Steve Jenkins, porta-voz da Igreja da Inglaterra, nos últimos dois anos, mais de 1.300 membros da igreja entraram com uma parte no processo chamado “shared conversions”, conversões compartilhadas, para discutir o assunto nos cenários regional e nacional.

“Por meio dessas conversões, convicções profundas têm sido compartilhadas e diferenças profundas têm sido melhores compreendidas”, disse. “Esperamos que o que foi aprendido ao longo desse tempo ajude a igreja a realizar os debates futuros sobre o tema”.

Foreshew-Cain falou que os signatários escreveram a carta, a ser enviada à Câmara dos Bispos em setembro, para “apoiar os nossos bispos na medida em que eles se reúnem para considerar o que vem a seguir depois das conversas compartilhadas”.

A carta pede que os bispos usem a próxima reunião do Sínodo Geral em fevereiro para defender a causa dos cônjuges gays no sentido de que estes tenham os seus casamentos reconhecidos e que sejam abençoados em cerimônias religiosas especiais, ao invés de uma mudança completa na doutrina do matrimônio.

“Simplesmente estamos pedindo por ação, para apoiar a retórica dos bispos sobre acolhida e aceitação de pessoas LGBTIs”, completou Foreshew-Cain.

“Concordamos que nem todos estão prontos, assim estamos instando-os a darem um passo ousado, ainda que este não seja o momento apropriado para pedir pela remoção do ‘bloqueio quádruplo’ que impede casamentos homoafetivos nas comunidades da Igreja da Inglaterra”.

Embora a carta não fora ainda enviada, os signatários já se defrontaram com críticas. Andrea Williams, executiva-chefe da organização Christian Concern, disse ao jornal Sunday Times: “Eles [os signatários] estão tentando minar a autoridade do ensino da igreja”.

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