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22 Agosto 2016

As diferenças entre os dois chefes de Estado atingiram seu ponto mais alto quando Francisco não aprovou como embaixador um diplomata abertamente gay. A distância começou a encurtar quando o Papa se solidarizou pelo assassinato do padre de Rouen. A reportagem é de Elena Llorente, publicada por Página/12, 18-08-2016. A tradução é do Cepat.

O presidente francês François Hollande foi recebido em visita particular, ontem, pelo Papa Francisco em seu escritório na Sala Paulo VI, do Vaticano.

Não é a primeira vez que Hollande e Francisco se veem. A primeira foi em 2014. Mas, este encontro tem um significado especial, após vários meses de mal-entendidos entre o governo francês e o Vaticano, pela rejeição de parte da Santa Sé a um embaixador, e depois da aproximação, a partir do telefonema do Papa se solidarizando com o povo francês e enviando suas condolências pelo assassinato, há três semanas, do sacerdote Jacques Hamel, pároco de Rouen.

Ao sair da Igreja de São Luís dos Franceses – a igreja oficial francesa na capital italiana –, onde havia uma imagem do padre Hamel e onde Hollande prestou homenagem às vítimas do terrorismo, pouco antes de ir ao Vaticano, o Presidente disse aos jornalistas que com Francisco queria conversar sobre “liberdade religiosa, secularismo e unidade com respeito a cada um”. E acrescentou que a “mensagem francesa de secularismo tende a unir, não a provocar feridas. A República deve defender o direito de crer, mas também de não crer” de seus cidadãos. “Quando uma figura religiosa é assassinada, também a República foi profanada”, acrescentou o presidente. Hollande apontou, além disso, que também estava em Roma para agradecer ao Pontífice sua “solidariedade” pelo assassinato do ancião sacerdote. “As palavras do Papa foram muito reconfortantes”, disse o Presidente, que na ocasião daquela desgraça recebeu uma chamada telefônica de Francisco, do Vaticano. “Confiou-me que se sentia como um irmão de todos os franceses”, contou.

A audiência durou perto de uma 1h45 e a conversa particular cerca de 40 minutos, informou a Santa Sé. Foi um momento importante, após os mal-entendidos do último ano, entre outras coisas pela rejeição, por parte da Santa Sé, de um embaixador homossexual francês. Não surgiram decisões específicas do Vaticano dizendo, por exemplo, que não concedia o placet, que, por outro lado, a Santa Sé – como qualquer Estado – deve dar para que um embaixador possa tomar posse de seu cargo. Mas, o silêncio dizia tudo, apesar que se tratava de um diplomata que havia sido o número dois da embaixada francesa ante o Vaticano, de 2001 a 2005.

Ao final, em abril, o governo de Hollande decidiu nomear outra pessoa como embaixador, Philippe Zeller, que ontem acompanhou o Presidente junto ao ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, no primeiro momento da audiência privada. As divergências sobre o embaixador marcaram certas distâncias entre os dois Estados. E embora, agora, tenha havido uma aproximação, persistem diferenças entre os dois chefes de Estado, entre outras coisas, em nível religioso-político.

Diferente do Papa, que insiste em dizer que “não é verdade e é injusto afirmar que o Islã é terrorista”, expoentes do governo francês não parecem muito convencidos que a religião muçulmana seja igual às outras e possa ter sua identidade. Ao menos foi o que deu a entender o primeiro-ministro francês Manuel Valls, que aplaudiu a proibição de alguns municípios franceses, como medida antiterrorista, do “burkini” (de burca e biquíni), uma espécie de vestimenta completa, incluída a cabeça, que usam as muçulmanas para se meter ao mar ou nas piscinas. O burkini, segundo Valls, é a “expressão de uma ideologia baseada na servidão da mulher”. Para o ministro do Interior italiano, Angelino Alfano, por outro lado, uma proibição como essa “poderia provocar novos atentados”.

Hollande, que depois do Papa se encontrou com o número dois da Santa Sé, o secretário de Estado vaticano, cardeal Pietro Parolin, estará novamente na Itália, na segunda-feira, para um encontro, na Ilha de Ventotene – famosa porque, no período fascista, por sua prisão, passaram grandes personalidades da história italiana, como o ex-presidente socialista Sandro Pertini –, com o primeiro-ministro Matteo Renzi e a premier alemã Angela Merkel. Os temas candentes são terrorismo, brexit e imigração, em um clima raro, depois que o Estado Islâmico lançou uma nova ameaça pela Internet contra vários países europeus, a Itália entre eles. Os três mandatários farão uma coletiva de imprensa em um navio da marinha militar, na última hora de segunda-feira.

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