Jornal revela novo escândalo de corrupção próximo ao presidente do México

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15 Agosto 2016

A primeira-dama do México, Angélica Rivera, utiliza um apartamento de luxo na Flórida que pertence ao grupo Pierdant, uma empresa que participa de licitações de obras do governo mexicano. A revelação foi feita pelo jornal britânico The Guardian no dia 09-08-2016. O conflito de interesses é mais um escândalo de corrupção que afeta a popularidade do presidente Enrique Peña Nieto.

O apartamento, que tem seu valor estimado em 2 milhões de dólares, fica em Key Biscayne, uma ilha perto de Miami. De acordo com uma investigação do Guardian, a primeira-dama usa a propriedade do grupo Pierdant juntamente com outro apartamento no mesmo prédio, que pertence a ela. Além disso, a empresa pagou os impostos referentes aos dois apartamentos.

O presidente Enrique Peña Nieto. Foto: Xavier Granja Cedeño/Ministerio de Relaciones Exteriores, Comercio e Integración de Ecuador

Investigação por conflito de interesses

O caso remete ao escândalo da Casa Blanca, uma mansão de 7 milhões de dólares na Cidade do México que Rivera comprou de uma empresa que obteve contratos para realizar obras públicas no período em que Peña Nieto era governador. O escândalo foi revelado em 2014, já durante sua presidência, e ele foi submetido a uma investigação por conflito de interesses.

As denúncias de possível tráfico de influência mostram que a confusão entre público e privado permanece no México, país marcado pela corrupção. Em julho de 2016, o presidente pediu desculpas pelo caso da Casa Blanca. A declaração foi feita no lançamento de um programa de combate à corrupção.

Peña Nieto pertence ao Partido Revolucionário Institucional – PRI, que tem sua imagem associada à corrupção no país. O partido governou o México durante mais de 70 anos, entre 1929 e 2000.

Popularidade em baixa

Os sucessivos escândalos desgastaram a popularidade do presidente. 74% dos mexicanos desaprovam a sua gestão, de acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal Reforma em agosto. O índice de rejeição a ele vem aumentando nos últimos meses: segundo as medições do jornal El Universal, era de 63% em junho, e de 56% em março.

O governo de Peña Nieto também foi marcado por episódios de violência, como o massacre de Oaxaca, em junho de 2016, e o caso dos 43 estudantes desaparecidos em Iguala, em 2014.

Por João Flores da Cunha / IHU – Com agências

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