Encontro Internacional dos Povos “Berta Cáceres Vive” contra este capital monstruoso

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Por: Jonas | 15 Abril 2016

Com o objetivo de gerar processos de articulação, a partir da solidariedade internacional, exigir justiça pelo assassinato político da dirigente indígena Berta Cáceres, bem como construir estratégias contra o modelo extrativista e de despojo dos territórios indígenas, no dia 13 de abril foi aberto, em Tegucigalpa (Honduras), o Encontro Internacional dos Povos “Berta Cáceres Vive”.

A reportagem é de Giorgio Trucchi, publicada por Rebelión, 14-04-2016. A tradução é do Cepat.

“Cada dia mais, nossos territórios estão sendo avassalados pelo capital transnacional. Nós, povos, estamos aí, defendendo os bens comuns da natureza e por isso nos criminalizam, nos perseguem. Todos e todas vocês enfrentam, diariamente, esta situação e arriscam suas vidas”, disse Miriam Miranda, coordenadora da Organização Fraternal Negra Hondurenha (OFRANEH).

“Estamos neste encontro internacional exatamente porque pensamos que é urgente fortalecer processos de articulação, resistência e luta. Somente nos unindo podemos enfrentar este capital monstruoso, esta oligarquia, estes grupos de poder econômico, estas políticas de destruição do planeta”, acrescentou a dirigente garífuna.

Cerca de 1.200 pessoas, representando 130 organizações de 22 países e de dezenas de organizações e movimentos nacionais, lotaram o Nacional de Ingenieros Coliseum, na capital hondurenha.

“Enfrentamos opressões múltiplas e convergentes. Não só estamos expostos a uma opressão econômica, como também étnica e patriarcal, e são funcionais a um determinado modelo econômico e político”, destacou o analista Álvaro Cálix.

“Unamo-nos. Juntemo-nos”

Olivia Zúniga Cáceres, a filha mais velha da dirigente indígena Lenca vilmente assassinada no último dia 2 de março, estimulou a unidade de todos os setores e movimentos. “Juntemo-nos. Unamo-nos. Afastemos as divisões, as diferenças, o sectarismo. Só temos o caminho da unidade, caso contrário, continuarão nos matando, em separado. Temos desafios tremendos, disse Zúniga Cáceres.

“Acreditaram que assassinando minha mãe iriam parar a luta. Estavam equivocados. Vamos batalhar com coragem, com firmeza, não importa o que iremos enfrentar”, acrescentou.

Tómas Gómez, novo coordenador do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH), recordou a longa luta empreendida pelo povo Lenca em defesa dos bens comuns da natureza, luta na qual Berta Cáceres foi protagonista.

“Somos uma organização anticapitalista, antirracista, antipatriarcal. Como COPINH, lutamos contra estes projetos privatizadores, de despojo e de morte. Não conseguiram comprar Berta, nem assustar e nem dobrar. Seguiremos o seu exemplo. Continuaremos defendendo nossos territórios”, afirmou Gómez.

Após a intervenção de Víctor Fernández, jurista e dirigente do Movimento Amplo pela Dignidade e a Justiça (MADJ), que voltou a denunciar a quantidade infinita de irregularidades que marcaram o processo de investigação sobre o assassinato de Berta Cáceres, tomou a palavra Berta Zúniga Cáceres, a segunda filha da lutadora social.

Berta, minha mãe, capaz de se indignar diante de cada uma das injustiças do mundo, rebela-se diante delas e luta contra as mesmas. Hoje, tomamos para nós suas palavras, seus ensinamentos, suas lutas, seus temores, seus medos, suas contradições”, apontou Bertita Zúniga.

“Nossa Berta era coerente e seu espírito forte nos chamou a ser coerentes em nossas lutas, a ter sempre presente a busca pela unidade, a entender nossa história, e a nos tornar responsáveis pelo que nos toca, a partir de nossos princípios de justiça, dignidade, liberdade e paz”, acrescentou.

Após as intervenções, a multidão se integrou às mesas de trabalho, analisando, discutindo e buscando estratégias de ação sobre quatro grandes eixos: direitos humanos, direitos das mulheres, criminalização e impunidade; extrativismo e militarização na América Latina; soberania territorial dos povos; educação, comunicação e arte popular.

“Como COPINH retomamos o pensamento descolonizador de Berta. E diante dos ataques do grande capital nacional e transnacional contra os povos, seus territórios e recursos naturais, é imprescindível juntar esforços”, concluiu Tómas Gómez.

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