Geração híbrida pode elevar fontes renováveis na matriz energética brasileira

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • Bartomeu Melià: jesuíta e antropólogo evangelizado pelos guarani (1932-2019)

    LER MAIS
  • Bolsonaro institui o Dia do Rodeio na Festa de São Francisco de Assis

    LER MAIS
  • “O transumanismo acredita que o ser humano está em um suporte equivocado”, afirma filósofo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

11 Março 2016

A falta de planejamento para o setor elétrico, no passado, já trouxe grandes dificuldades para o povo brasileiro. A dependência, quase que exclusiva, de usinas hidrelétricas para a geração de energia exigia que o regime de chuvas não ficasse abaixo do esperado, abastecendo os reservatórios e garantindo o funcionamento das hidrelétricas. Após investimentos realizados nas áreas de geração e transmissão, a realidade brasileira mudou e a falta de energia já não é um problema atualmente. O desafio agora é outro: aumentar a participação de energias limpas e renováveis na matriz energética brasileira.

A reportagem foi publicada por EcoDebate, 10-03-2016.

Esse processo tem norteado as ações do governo federal no setor. O setor eólico é um bom exemplo disso. Há 10 anos, a geração de energia elétrica usando o vento era praticamente nula, e hoje já é responsável por 5% de toda a energia que chega aos comércios e residências. Segundo estimativas do Plano Decenal de Expansão de Energia 2024, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, a participação de fontes renováveis de energia (incluindo eólica, solar e biomassa, e excluindo as hidrelétricas) será de 27,3%.

O avanço dessas tecnologias, contudo, ainda depende de melhorias tecnológicas que permitam mais eficiência e menores custos, possibilitando que elas possam substituir outras formas de geração, como a termelétrica movida a óleo diesel, utilizada hoje nos períodos de baixa em reservatórios de hidrelétricas.

“As pessoas as vezes não percebem que energia elétrica custa caro, principalmente quando é necessário o uso de combustível fóssil e esse combustível precisa atravessar grandes distâncias”, comentou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, durante a cerimônia de lançamento do projeto piloto de geração híbrida, na hidrelétrica de Balbina (AM). Segundo ele, o custo do megawatt por hora em regiões mais distantes pode sair até quatro vezes mais caro do que é efetivamente cobrado.

“Como é que nós vamos mudar essa realidade? Só de uma maneira: adicionando novas tecnologias e com inovações para baratear o custo de energia elétrica”, avaliou. Braga ainda lembrou que, desde a implantação do programa Luz para Todos, o governo tem buscado associar o equilíbrio financeiro do setor com tarifas justas do ponto de vista social.

Uma das formas de baratear esses custos é a chamada geração híbrida, em que duas fontes de energia compartilham uma infraestrutura já montada. O projeto piloto que associa a geração hidrelétrica com solar vai estudar a viabilidade da tecnologia em Balbina e também na Hidrelétrica de Sobradinho (BA).

“Acho que a geração híbrida é mais um ponto que o ministro Eduardo Braga está colocando para o setor elétrico. É uma inovação. Vamos ter que olhar para a geração hidrelétrica com solar, solar com eólica, eólica com hidrelétrica, temos que ter essa capacidade de saber como utilizar o sistema e otimizar nossas infraestruturas”, avaliou Orestes Gonçalves Junior, diretor da Sunlution, uma das empresas envolvidas na proposta de geração solar em hidrelétricas.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Geração híbrida pode elevar fontes renováveis na matriz energética brasileira - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV