26º do tempo comum - Ano A - Os dois Filhos e a fé no Filho de Deus

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Por: MpvM | 25 Setembro 2020

"As leituras deste domingo se harmonizam para dizer que toda pessoa, qualquer que seja o desvio do seu caminho, tem chance de voltar atrás. Ezequiel, na primeira leitura, chama a atenção de que a conversão não é um ato voluntário, porque quem nos converte é Deus. Mas só quem toma consciência de sua própria fragilidade pode receber a salvação. Somos um misto de sacerdote e publicano, de sim inconsequente e de não obediente. A conversão é um ato de liberdade de descer do trono em que nos colocamos ou nos colocaram."

A reflexão é de Penha Carpanedo, cddm, religiosa da Congregação Discípulas do Divino Mestre, membro da Rede Celebra. Ela coordena o serviço de redação da Revista de Liturgia e atua na formação litúrgica das comunidades e nas escolas de Liturgia, na perspectiva da iniciação cristã.

Leituras do Dia
1ª Leitura - Ez 18,25-28
Salmo - Sl 24,4bc-5.6-7.8-9 (R. 6a)
2ª Leitura - Fl 2,1-11
Evangelho - Mt 21,28-32

Este Evangelho desse domingo (Mt 21,28-32) traz uma grande luz sobre o que é ter fé no Filho de Deus. Estando Jesus em Jerusalém, vê que muita gente invoca Deus, presta culto a ele, mas tem uma vida contrária ao agir de Deus. E Jesus vê, também, gente pobre, mulheres marginalizadas, cobradores de impostos odiados pelos donos do saber e da religião, que carregavam sobre si o estigma de “pecadores”. No entanto, estes últimos escutam e acolhem a Palavra de Jesus. Entre eles está o próprio evangelista Mateus que era um coletor de impostos que se tornou discípulo do reino.

É neste contexto que Jesus conta esta parábola comparando os dois filhos com estes dois grupos.

O filho que diz “não” expõe-se a um conflito com o pai, e isto o faz tomar consciência do seu conflito interior, da sua hostilidade com o pai que o leva a mudar de opinião. Coisa que não sucede com o segundo filho, que responde “sim”, que se inclina para agradar ao pai, mas engana-se a si próprio.

O Pai pede para os filhos irem hoje trabalhar na vinha. Este hoje não é o dia cronológico apenas, é o hoje da salvação. Lido no contexto litúrgico do domingo, este hoje é o tempo oportuno da graça de Deus oferecida também a nós.

As leituras deste domingo se harmonizam para dizer que toda pessoa, qualquer que seja o desvio do seu caminho, tem chance de voltar atrás. Ezequiel (Ez 18,25-28), na primeira leitura, chama a atenção de que a conversão não é um ato voluntário, porque quem nos converte é Deus. Mas só quem toma consciência de sua própria fragilidade pode receber a salvação. Somos um misto de sacerdote e publicano, de sim inconsequente e de não obediente. A conversão é um ato de liberdade de descer do trono em que nos colocamos ou nos colocaram.

O parâmetro da nossa conversão é o próprio Cristo. Crer em Jesus, é crer com a fé de Jesus, é ter o mesmo sentimento de Jesus, conforme aponta Paulo aos Filipenses (Fl 2,1-11). Ele não fez alarde com sua condição divina, nem aceitou qualquer tipo de submissão. A sua fé se traduz em obediência filial e amorosa ao Pai até o fim.

Que a presença do Crucificado-Ressuscitado em nossa reunião neste domingo, converta-nos de nossas ambiguidades e divisões, acione as reservas de amor escondidas e unifique o nosso coração para a obediência de Jesus, que não seja apenas formalidade, mas movimento profundo como aconteceu com o primeiro Filho e como a obediência de Jesus, que ele aprendeu a duras penas, conforme a carta aos Hebreus [5,7-9].

 

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