A figura de Dom Helder Camara interessa especialmente aos idosos

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10 Dezembro 2009

"Esperávamos 80 pessoas, e vieram 115, o que, para um sábado, não foi tão mal!". No dia 07 de março passado, o padre Philippe Kloeckner, responsável do polo América Latina da Conferência Episcopal Francesa, abria o encontro previsto para honrar o 100º aniversário de nascimento de Dom Helder Câmara e o 10º aniversário da sua morte. Naquele dia, porém, a idade média dos participantes "era em torno dos 60 anos", lamenta Pe. Kloeckner, constatando que entre as gerações jovens a figura do ex-arcebispo de Olinda e Recife "não é muito conhecida".

A reportagem é de Claire Lesegretain, publicada no jornal La Croix, 08-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

É preciso dizer que o seu sucessor, Dom José Cardoso Sobrinho – que em março passado havia confirmado a excomunhão da mãe de uma menina que havia abortado – fez de tudo, desde 1985, para apagar o que o carismático prelado havia construído.

A jornada de comemoração organizada no dia 15 de outubro na paróquia de Saint-Merri em Paris também atraiu 200 pessoas, essencialmente com os cabelos brancos! "Porém, havíamos escolhido um assunto de atualidade sobre a justiça social", explica Michel Bourdeau, encarregado pela jornada dedicada àquela grande figura.

"É uma pena que ele seja considerado um homem do passado, enquanto o seu empenho pela paz e contra a pobreza continuam de extrema atualidade", continua Michel Bourdeau, que conheceu Dom Helder pessoalmente, lembrando o quanto foi marcado pela decisão de Dom Helder de "deixar o palácio episcopal de Recife para ir viver em uma casa humilde".

A mesma constatação é feita pelo padre Antoine Sondag, do Secours Catholique, que foi a pedra angular da noite do dia 05 de novembro na Unesco dedicada a Dom Helder. As conferências de grande público de Pierre Santé (vice-diretor da Unesco) e de François Soulage (presidente do Secours Catholique) sobre o problema "Erradicar a miséria, última utopia?", atraíram mais de 300 pessoas , das quais poucas dezenas tinham menos de 35 anos.

"Se o objetivo era de fazer conhecer melhor Dom Helder na França, é meio que um fracasso", reconhece Antoine Sondag. Mas essas comemorações, segundo ele, "ofereceram a ocasião de retraçar o contexto eclesial pré-conciliar no qual ele lutava continuamente".

A noite na Unesco foi pensada em relação com um dia de reflexão ocorrida no dia 06 de novembro no Institut Catholique de Paris. Tratava-se, com a liderança da economista Elena Lasida, de aproximar a "figura emblemática da escolha dos pobres" com a de outros profetas do século XX.

"Queríamos mostrar a pertinência do pensamento e da ação de Dom Helder", indica Elena Lasida, professora da universidade católica e responsável pela Comissão Episcopal Justiça e Paz. Também nesse caso, o público não era muito jovem.

Houve, porém, uma exceção. No dia 26 de novembro, em Notre Dame de Pentecôte, na Défense, quadra 80, muitos jovens aproveitaram o intervalo do almoço para assistir a uma conferência sobre Dom Helder. "Não era um público de nostálgicos", se entusiasma José de Broucker, que foi amigo e biógrafo de Dom Helder e que preside a associação Dom Helder Câmara Memória e Atualidade (www.heldercamara-actualites.org). O seu objetivo: não só prestar justiça e homenagem ao arcebispo brasileiro, mas também "prestar um serviço às gerações de hoje que desejam um mundo e uma Igreja diferentes".

Trata-se, portanto, de transmitir a mensagem espiritual e mística desse pastor de audaz pensamento profético. E, por isso, de defender o modesto instituto brasileiro que publica os numerosíssimos escritos de Dom Helder (2.122 circulares, 7.100 meditações poéticas, 700 breves comentários radiofônicos...), e depois de traduzi-lo para o francês.

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